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São Paulo

Prefeito de São Paulo vê motivação política na paralisação dos trens da CPTM

Ricardo Nunes afirmou que a greve dos ferroviários tem caráter partidário e pediu o fim do movimento para não prejudicar a população.

Foto: Reprodução/TV Globo
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202613:36
Atualizado agora há pouco às 16:36

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), comentou nesta terça-feira (4/8) a greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que começou pela manhã e afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Para o chefe do Executivo municipal, a paralisação tem motivação política e partidária.

“Por conta da questão da eleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do candidato deles, o Fernando Haddad (PT)”, explicou Nunes ao justificar sua avaliação. O prefeito disse ainda que o movimento já teria atingido seus objetivos e que deveria ser encerrado para evitar mais transtornos à população.

“Tenho a impressão que o objetivo deles eles já alcançaram. Acho que chegou na hora já de parar de prejudicar a população”, afirmou. Ele também mencionou ter conversado com pessoas ao longo do dia, que teriam percebido o caráter político da ação, o que, na visão dele, pode gerar efeito contrário ao pretendido pelos organizadores.

A paralisação dos ferroviários da CPTM começou nas primeiras horas da manhã e impactou diretamente as linhas 11, 12 e 13. Enquanto a Linha 11-Coral operava de forma parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases, as linhas 12-Safira e 13-Jade estavam completamente fora de operação.

Por causa da greve, o rodízio de veículos na capital paulista foi suspenso, e algumas estações do Metrô registraram aumento no fluxo de passageiros, como Brás, Itaquera, Penha e Paraíso. A estação Barra Funda também teve o acesso ao Expresso Aeroporto fechado durante a manhã.

Entre as reivindicações da categoria estão a reestatização das linhas 11, 12 e 13, atualmente concedidas à Trivia Trens, a garantia de manutenção de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com apoio do governo estadual.

A greve ocorre em um contexto de disputa política, já que Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad são potenciais candidatos ao governo paulista em 2026. O prefeito Ricardo Nunes, por sua vez, tem se posicionado ao lado do atual governador, o que pode explicar sua leitura do movimento.

O governo de São Paulo acionou um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação, mas não há previsão de quando o serviço será totalmente normalizado. A orientação é que os usuários busquem alternativas de transporte e fiquem atentos às informações oficiais.

A categoria promete manter a greve até que suas reivindicações sejam atendidas, mas o prefeito defende o fim imediato do movimento. A situação deve ser acompanhada de perto pelas autoridades, que avaliam os efeitos da paralisação no transporte público da maior cidade do país.

Para Ricardo Nunes, greve na CPTM é “mensagem política partidária” - destaque galeria
Para Ricardo Nunes, greve na CPTM é “mensagem política partidária” - destaque galeria
Por volta das 6h, a Linha 11-Coral circulava de forma parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases
Por volta das 6h, a Linha 11-Coral circulava de forma parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/para-nunes-greve-na-cptm-e-mensagem-politica-partidaria

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