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São Paulo

Prefeitura de SP mantém rodízio suspenso por causa da greve dos ferroviários

Suspensão vale para carros de placas 5 e 6 nos dois períodos; restrições a caminhões e faixas exclusivas de ônibus seguem mantidas.

Com a retomada do rodízio após o feriado de Tiradentes, carros com placas finais 5 e 6 não podem circular nos períodos da manhã e da tardeFoto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202621:06
Atualizado agora há pouco às 00:06

A Prefeitura de São Paulo anunciou, na noite desta terça-feira (4/8), que o rodízio municipal de veículos permanecerá suspenso na quarta-feira (5/8) em razão da continuidade da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A medida vale para automóveis com finais de placa 5 e 6, nos horários de pico: das 7h às 10h e das 17h às 20h.

A suspensão do rodízio, no entanto, não se estende a todas as restrições de trânsito. As demais regras, como as que limitam a circulação de caminhões e o uso das faixas exclusivas de ônibus, permanecem em vigor normalmente. A administração municipal informou que não liberará as vias destinadas ao transporte coletivo.

A paralisação dos ferroviários, que afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, deve continuar pelo menos até as 17h desta quarta-feira. O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil decidiu manter a greve após não chegar a um acordo com o governo estadual. Uma nova assembleia da categoria está marcada para o fim da tarde para avaliar o andamento das negociações.

Em nota divulgada na noite de terça, o sindicato afirmou que a principal reivindicação é a garantia formal, por escrito, de que todos os empregos dos funcionários da CPTM serão preservados. A entidade disse que permanece aberta ao diálogo e que a greve pode ser encerrada assim que o governo formalizar esse compromisso.

Os reflexos da paralisação foram sentidos pelos usuários do Metrô de São Paulo, principalmente na parte da manhã. Linhas como a 1-Azul e a 3-Vermelha registraram trens e plataformas mais lotados que o normal, além de filas nas catracas. A zona leste, a mais populosa da cidade e atendida pelas linhas paralisadas, foi a região mais atingida.

A CPTM informou que acionou seu plano de contingência para as linhas 11-Coral e 12-Safira. Durante a manhã e a tarde, a Linha 11 operou de forma parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases. Já a Linha 12 teve operação parcial entre Brás e Engenheiro Goulart no período da tarde, enquanto a Linha 13-Jade não chegou a operar durante o dia.

Para reduzir o impacto, o Metrô antecipou a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h da manhã. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação, e trens vazios foram enviados às estações com maior lotação. O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) também foi acionado, com 128 ônibus mobilizados para auxiliar no transporte de passageiros.

A Prefeitura também informou que pacientes com consultas e exames afetados pela greve nos dias 4 e 5 de agosto terão os procedimentos reagendados. As unidades de saúde entrarão em contato com os pacientes para informar as novas datas. A orientação é que as pessoas aguardem o contato oficial.

A greve dos ferroviários começou na terça-feira (4/8) e tem causado transtornos para milhares de usuários do transporte sobre trilhos na capital e região metropolitana. O governo estadual, por sua vez, afirma que a paralisação é baseada em desinformação, enquanto o sindicato nega caráter partidário e reforça a pauta trabalhista.

A expectativa é de que a nova assembleia da categoria, marcada para as 17h desta quarta, possa definir os rumos do movimento. Até lá, a recomendação das autoridades é que os passageiros busquem alternativas de transporte e planejem seus deslocamentos com antecedência.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/greve-prefeitura-de-sp-mantem-rodizio-de-veiculos-suspenso-na-quarta

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