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São Paulo

Acordo entre sindicato e governo encerra greve que afetou três linhas da CPTM

A paralisação dos ferroviários, que começou na terça-feira, terminou após garantia de manutenção dos empregos. As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade voltam a operar normalmente.

Greve da CPTM começou na terça-feira (4/8), afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e acabou com acordo de empregos dos ferroviários. Gabrielle Gonçalves - Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
5 de agosto de 202617:16
Atualizado agora há pouco às 20:16

A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi encerrada na tarde desta quarta-feira (5/8), após acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) e o Governo de São Paulo. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária, na qual a categoria aprovou a retomada das atividades.

A paralisação, que teve início na terça-feira (4/8), afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que atendem principalmente a zona leste da capital paulista, a mais populosa da cidade. Com o fim do movimento, a operação das três linhas volta ao normal, e os usuários devem ter o serviço restabelecido imediatamente.

O principal motivo da greve era a busca por uma garantia formal de preservação dos postos de trabalho durante a reorganização da CPTM. A categoria temia demissões em massa, e o governo estadual apresentou uma proposta que assegura a manutenção dos empregos, segundo informações divulgadas durante as negociações.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou das tratativas e afirmou que um projeto de lei seria encaminhado para garantir a estabilidade dos funcionários. A proposta foi bem recebida pelo sindicato, que convocou a assembleia para que os trabalhadores decidissem sobre o fim da greve.

Durante os dois dias de paralisação, os impactos foram sentidos por milhares de passageiros. As estações do Metrô, como Itaquera, registraram filas e plataformas lotadas, principalmente nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha, que absorveram parte da demanda. Um plano de contingência foi acionado, com suspensão do rodízio de veículos e reforço no sistema de ônibus Paese.

O Metrô de São Paulo também adotou medidas para minimizar os transtornos, como a abertura antecipada das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata às 4h. Na Linha 3, foram adicionadas composições extras, e trens vazios poderiam ser enviados para as estações mais movimentadas.

A Polícia Militar do estado acompanhou as manifestações e a operação nas estações, garantindo a segurança dos usuários e dos trabalhadores. Não houve registro de incidentes graves durante o período de greve.

Com o acordo, a expectativa é de que a normalidade seja restabelecida rapidamente, especialmente no horário de pico da tarde. A retomada das atividades é vista como um alívio para os moradores da zona leste, que dependem diariamente das linhas da CPTM para se deslocar.

O governo estadual reforçou que as negociações foram conduzidas de forma transparente e que a proposta de manutenção dos empregos será detalhada em breve. A categoria, por sua vez, destacou a importância do diálogo para evitar novos transtornos à população.

A greve da CPTM terminou, mas o tema da reestruturação da companhia deve seguir em pauta. O acordo firmado entre as partes é considerado um passo importante para garantir a estabilidade dos ferroviários e a qualidade do serviço prestado aos passageiros.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/greve-da-cptm-chega-ao-fim-apos-acordo-entre-sindicato-e-governo-de-sp

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