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São Paulo

PSol e PDT garantem suplências na chapa de Marina Silva ao Senado em São Paulo

Vereador Djalma Nery (PSol) e dirigente sindical Antonio Neto (PDT) serão os suplentes de Marina Silva na disputa ao Senado. Definição ocorre após acordo para evitar racha na coligação.

Imagem colorida da ministra do Meio Ambiente, Marina SilvaFoto: Diogo Zacarias/MF
Raphael Nogueira Felix
5 de agosto de 202620:06
Atualizado agora há pouco às 23:06

A coligação que apoia a candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado Federal por São Paulo definiu, na noite desta quarta-feira (5/8), os nomes que ocuparão as suplências na chapa. O vereador Djalma Nery (PSol), de São Carlos, será o primeiro suplente, enquanto o dirigente sindical Antonio Neto (PDT) ficará com a segunda suplência, conforme apurou a reportagem com integrantes da equipe da ex-ministra.

A escolha ocorre após o PDT sinalizar que poderia lançar candidatura própria ao Senado caso não fosse contemplado na composição da chapa. O partido argumentava que, por estar coligado com Fernando Haddad (PT), seria incoerente ficar de fora da divisão de vagas na disputa majoritária. O acordo selado nesta semana evita um possível racha na aliança que sustenta as candidaturas de Haddad ao governo e de Marina ao Senado.

A definição das suplências ganhou relevância maior neste pleito devido à possibilidade de Marina Silva retornar ao governo federal, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito. Se Marina for convocada para o ministério, o primeiro suplente assume a cadeira no Senado, o que torna a posição de Djalma Nery estratégica.

O cenário é semelhante ao da chapa de Simone Tebet (PSB), que também disputa uma vaga no Senado por São Paulo. Na quarta-feira, Tebet anunciou Laio Moraes (PT), ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, como primeiro suplente, e o ex-prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri (PDT), como segundo.

A expectativa de que Marina e Tebet possam ser reconduzidas a cargos no Executivo federal, em um eventual novo mandato de Lula, coloca as suplências como peças-chave na composição das chapas. A possibilidade de convocação para o ministério faz com que os partidos disputem com mais afinco as vagas de reserva nas candidaturas ao Senado.

Os registros das candidaturas na Justiça Eleitoral devem ser feitos até o dia 15 de agosto. Até lá, partidos e federações ainda podem ajustar as composições das chapas, o que pode alterar o cenário anunciado nesta semana.

A definição dos suplentes encerra, ao menos por ora, uma negociação que envolvia diretamente os partidos da base aliada. O PDT, que ameaçava lançar nome próprio, deve agora oficializar o apoio à chapa de Marina, consolidando a aliança no estado.

Com as chapas definidas, a campanha ao Senado em São Paulo ganha contornos mais claros, com Marina e Tebet liderando as pesquisas de intenção de voto, segundo levantamentos recentes. A disputa, no entanto, ainda pode sofrer alterações até o prazo final de registro.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/eleicoes-2026-psol-e-pdt-ficam-com-suplencias-em-chapa-de-marina

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