A coligação que apoia a candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado Federal por São Paulo definiu, na noite desta quarta-feira (5/8), os nomes que ocuparão as suplências na chapa. O vereador Djalma Nery (PSol), de São Carlos, será o primeiro suplente, enquanto o dirigente sindical Antonio Neto (PDT) ficará com a segunda suplência, conforme apurou a reportagem com integrantes da equipe da ex-ministra.
A escolha ocorre após o PDT sinalizar que poderia lançar candidatura própria ao Senado caso não fosse contemplado na composição da chapa. O partido argumentava que, por estar coligado com Fernando Haddad (PT), seria incoerente ficar de fora da divisão de vagas na disputa majoritária. O acordo selado nesta semana evita um possível racha na aliança que sustenta as candidaturas de Haddad ao governo e de Marina ao Senado.
A definição das suplências ganhou relevância maior neste pleito devido à possibilidade de Marina Silva retornar ao governo federal, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito. Se Marina for convocada para o ministério, o primeiro suplente assume a cadeira no Senado, o que torna a posição de Djalma Nery estratégica.
O cenário é semelhante ao da chapa de Simone Tebet (PSB), que também disputa uma vaga no Senado por São Paulo. Na quarta-feira, Tebet anunciou Laio Moraes (PT), ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, como primeiro suplente, e o ex-prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri (PDT), como segundo.
A expectativa de que Marina e Tebet possam ser reconduzidas a cargos no Executivo federal, em um eventual novo mandato de Lula, coloca as suplências como peças-chave na composição das chapas. A possibilidade de convocação para o ministério faz com que os partidos disputem com mais afinco as vagas de reserva nas candidaturas ao Senado.
Os registros das candidaturas na Justiça Eleitoral devem ser feitos até o dia 15 de agosto. Até lá, partidos e federações ainda podem ajustar as composições das chapas, o que pode alterar o cenário anunciado nesta semana.
A definição dos suplentes encerra, ao menos por ora, uma negociação que envolvia diretamente os partidos da base aliada. O PDT, que ameaçava lançar nome próprio, deve agora oficializar o apoio à chapa de Marina, consolidando a aliança no estado.
Com as chapas definidas, a campanha ao Senado em São Paulo ganha contornos mais claros, com Marina e Tebet liderando as pesquisas de intenção de voto, segundo levantamentos recentes. A disputa, no entanto, ainda pode sofrer alterações até o prazo final de registro.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/eleicoes-2026-psol-e-pdt-ficam-com-suplencias-em-chapa-de-marina

