UrgenteTarcísio relembra fala de Alckmin sobre 'grupelho radical' ao criticar greve na CPTM
← Voltar

São Paulo

Tarcísio relembra fala de Alckmin sobre 'grupelho radical' ao criticar greve na CPTM

Governador de São Paulo citou declaração do vice-presidente em 2012 e classificou paralisação como 'tática, prática e recorrente' em ano eleitoral.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) concede entrevista coletiva nesta quarta-feira (5/8)Foto: Enzo Marcus/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
5 de agosto de 202615:16
Atualizado agora há pouco às 18:16

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a criticar a greve dos ferroviários das linhas 11, 12 e 13 da CPTM e, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (5/8), citou uma declaração do atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), proferida em 2012, quando Alckmin era governador do estado.

Na ocasião, Alckmin havia se referido a grevistas como um “grupelho radical” que comandava o sindicato e impunha sofrimento à população. Tarcísio resgatou a fala para argumentar que a paralisação atual não é fato novo e que ocorre de forma recorrente em períodos eleitorais.

“Eu tenho que recuperar, e isso não é novo na cidade de São Paulo, palavras do ex-governador Geraldo Alckmin, que disse, certa vez, que um grupelho radical comandava o sindicato e impunha sofrimento à população, e que, coincidentemente, essas coisas sempre aconteciam em ano de eleição. Então, não é uma novidade. Isso é tático, prático e recorrente. E isso é injustificável”, afirmou o governador.

A greve teve início na manhã de terça-feira (4/8) e é motivada pela privatização do transporte ferroviário paulista. Os trabalhadores reivindicam a volta da administração das linhas pela CPTM e a garantia de empregos, enquanto o governo defende a continuidade da concessão à iniciativa privada.

A empresa Trivia Trens assumiu a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em 21 de julho. Nos primeiros dias de operação, foram registradas diversas falhas e um incêndio, o que intensificou as críticas à privatização.

Tarcísio garantiu que nenhum ferroviário será demitido e que foi aberto um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para quem tiver interesse em deixar o cargo. Segundo o governador, funcionários das linhas paralisadas já foram realocados para a Artesp, para o metrô e para outras linhas do transporte ferroviário.

A paralisação causou impacto imediato no sistema de transporte da capital. Estações das linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô registraram maior movimento e trens mais lotados que o normal, com filas nas catracas durante a manhã de terça-feira.

O Sindicato dos Ferroviários convocou nova reunião para às 17h desta quarta-feira (5/8) para discutir os rumos do movimento. Caso a greve não seja encerrada, Tarcísio afirmou que recorrerá à Justiça para declarar a ilegalidade da paralisação.

O governador também insinuou que a greve teria motivação política, em razão do calendário eleitoral. Ele classificou os pedidos dos trabalhadores como “irrazoáveis” e disse que não pretende ceder.

A reportagem do Metrópoles tenta contato com a CPTM e com o Sindicato dos Ferroviários para comentar as declarações do governador. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/grupelho-radical-tarcisio-cita-alckmin-em-critica-a-greve-na-cptm

Tarcísio de FreitasGeraldo Alckmingreve CPTMSão Paulotransporte públicoia-auto