A tutora do pitbull Ragnar, atacado por uma onça-parda na última quinta-feira (6/8) em um condomínio na Serra da Cantareira, zona norte de São Paulo, decidiu adotar uma estratégia incomum para tentar evitar que o felino volte a se aproximar da residência. Desde o ocorrido, a família mantém uma caixa de som ligada durante toda a madrugada, com volume alto, na esperança de que o barulho afaste o animal.
O ataque aconteceu dentro da casa, enquanto os moradores dormiam. Ragnar entrou em confronto com a onça e ficou gravemente ferido, com mais de 30 pontos na cabeça e parte da gengiva machucada. O cão também perdeu parte das funções do lado esquerdo da face, que ficou paralisado.
Na noite seguinte ao ataque, moradores relataram ter visto o animal novamente, desta vez em uma escadaria próxima à residência da família. Diante da nova aparição, a família manteve as portas fechadas e acionou a segurança do condomínio. Além do som alto, eles também reforçaram a iluminação do quintal.
O vizinho Gabriel Thiede, que acompanhou a repercussão do caso no grupo de moradores, afirmou que outras pessoas também disseram ter visto um animal semelhante a uma onça dentro do condomínio. Segundo ele, foram encontradas marcas de patas e arranhões no terreno da casa onde ocorreu o ataque.
“O que surgiu foi, olhando por perto, algumas pegadas de barro da onça no quintal dela, marcas de arranhões no piso do quintal e na beira de uma escada, arranhões de garra da onça. Foi isso que aconteceu, foi comentado no grupo do condomínio”, relatou o morador.
Thiede também disse que a situação deixou a família do pitbull assustada e que a tutora chegou a mencionar no grupo do condomínio que não queria mais permanecer no local. O caso, no entanto, não foi inicialmente levado a sério pela administração do condomínio, segundo o vizinho, pela falta de imagens da onça na casa da mulher.
“Eu, como morador, acredito na palavra dela que tenha aparecido a onça. Não temos imagens ali da casa dela, mas só as provas de como o cachorro dela ficou machucado, 32 pontos, tem várias imagens do cachorro dela, até publicamente na internet”, afirmou Thiede.
A família segue em alerta e mantém a casa fechada durante a noite. A ocorrência serve de alerta para outros moradores da região, que agora redobram a atenção ao circular pelo condomínio.
Especialistas orientam que, em caso de avistamento de animais silvestres, as pessoas mantenham distância, não tentem alimentar ou capturar o animal e acionem órgãos ambientais competentes, como a Polícia Ambiental ou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tutora-de-pitbull-atacado-por-onca-coloca-som-alto-para-afastar-animal

