UrgenteFérias escolares elevam risco de crimes virtuais contra crianças; delegada orienta pais
← Voltar

São Paulo

Férias escolares elevam risco de crimes virtuais contra crianças; delegada orienta pais

Delegada Lisandréa Salvariego, do Noad, alerta para o aumento de crimes virtuais contra crianças e adolescentes durante as férias e orienta sobre sinais de alerta e prevenção.

Fotografia colorida de Lisandrea Salvariego, chefe do Noad, da Polícia Civil de São PauloFoto: Rodrigo Freitas/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
11 de agosto de 202602:59
Atualizado agora há pouco às 05:59

Com o período de férias escolares, cresce a preocupação das autoridades de segurança pública com o aumento de casos de crimes virtuais envolvendo crianças e adolescentes. O tempo prolongado diante das telas, muitas vezes sem supervisão dos responsáveis, pode expor os jovens a conteúdos nocivos, discursos de ódio e até comunidades que incentivam práticas criminosas.

A delegada Lisandréa Salvariego, coordenadora do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo, destaca que os pais devem ficar atentos a mudanças de comportamento dos filhos. O isolamento social aliado à busca excessiva por telas é um dos principais sinais de alerta.

«O principal sinal hoje é o isolamento social aliado à busca excessiva por telas. Quando o adolescente deixa de conviver com a família, muda bruscamente o comportamento e passa grande parte do tempo sozinho conectado, é importante que os pais fiquem atentos», afirmou a delegada ao Metrópoles.

Segundo a especialista, o período de férias é mais propício para esse tipo de ocorrência, pois crianças e adolescentes têm mais tempo livre para acessar a internet. O monitoramento é uma das principais ferramentas de prevenção aos crimes digitais.

«Tecnologia se combate com tecnologia. Hoje existem excelentes ferramentas gratuitas de controle parental, além dos próprios recursos oferecidos pelas plataformas digitais. Os pais precisam acompanhar o que os filhos consomem na internet e manter essa conexão dentro de casa», orientou Lisandréa.

As investigações do Noad apontam que os algoritmos das plataformas digitais podem expor gradualmente os adolescentes a conteúdos cada vez mais violentos. O processo começa com materiais aparentemente inofensivos e, conforme o usuário demonstra interesse, as recomendações passam a incluir conteúdos extremistas, com incentivo ao conteúdo extremista e à violência.

A delegada informou que tramita no Ministério Público de São Paulo um inquérito civil contra a plataforma Discord, a partir de constatações do Noad. A maioria das transmissões desses crimes acontece nessa plataforma.

«O inquérito foi instaurado a partir de constatações do Noad, visto que a maioria das transmissões desses crimes acontece nessa plataforma», disse Lisandréa.

A orientação das autoridades é que os responsáveis mantenham diálogo aberto com os jovens, estabeleçam limites de uso e utilizem ferramentas de controle parental. Denúncias de crimes virtuais podem ser feitas em delegacias especializadas ou pelos canais oficiais da Polícia Civil.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/delegada-orienta-crimes-criancas

crimes virtuaiscriançasadolescentesférias escolaressegurança digitalSão Pauloia-auto