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São Paulo

Candidatos ao governo de SP prometem ensino integral e formação de professores na educação

Planos de governo enviados ao TSE reúnem propostas para a educação, com destaque para ampliação do ensino integral, valorização docente e mudanças na gestão escolar.

Candidatos ao governo de SP apresentam propostas para a educaçãoFoto: Arte/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
22 de setembro de 202602:40
Atualizado agora há pouco às 05:40

Os candidatos ao governo de São Paulo apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seus planos de governo com propostas para a área da educação. Entre as principais promessas estão a expansão do ensino integral, a formação continuada de professores, a permanência estudantil e a introdução de noções de inteligência artificial no currículo.

A educação aparece como tema decisivo para o eleitor paulista. Pesquisa do Instituto IDEIA divulgada no início de setembro apontou que 71% dos brasileiros afirmam que a área influencia o voto. O levantamento foi citado pelo portal Metrópoles, que analisou os documentos registrados na Justiça Eleitoral.

O Metrópoles leu os planos enviados pelos candidatos e listou as principais propostas para educação, saúde, segurança pública, meio ambiente e mobilidade, além das posições sobre privatizações de serviços públicos estaduais. Nesta reportagem, o foco são as promessas para a educação, organizadas em ordem alfabética.

Carlos Machado (PCB) defende o fim das Parcerias Público-Privadas (PPPs) em escolas e a reincorporação de serviços terceirizados, como limpeza, merenda e manutenção, à administração pública por meio de concursos. Ele propõe reduzir para 20 o número de estudantes por sala até o fim do mandato e criar um plano estadual de carreira para os profissionais da educação.

O candidato do PCB também prevê eleição direta para cargos de direção escolar e para as Diretorias Regionais de Ensino. Promete fortalecer o Centro Paula Souza, as Etecs e as Fatecs, integrando-as a um plano de reindustrialização do estado, além de ampliar vagas na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) também apresentaram propostas para o setor. Os planos incluem desde a valorização das carreiras docentes até mudanças no modelo de financiamento e na gestão das unidades escolares. As informações foram extraídas dos documentos oficiais entregues à Justiça Eleitoral.

Izadora Dias (PCO), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) completam a lista de candidatos com planos registrados. As propostas variam entre a defesa do ensino público e gratuito, a ampliação de investimentos e a revisão de modelos de gestão compartilhada.

A candidata Policial Edjane (Agir) teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em 18 de setembro e não poderá concorrer. Com isso, os eleitores terão seis nomes na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

A análise dos planos de governo é uma ferramenta para o eleitor comparar prioridades antes do pleito. As propostas para a educação incluem metas de longo prazo, como a redução do número de alunos por turma, e medidas de curto prazo, como programas de reforço e formação de professores.

O Metrópoles informou que a íntegra dos planos está disponível no sistema do TSE e que a reportagem seguirá publicando comparativos por área temática. O material faz parte de uma série que aborda saúde, segurança, meio ambiente e mobilidade, além das privatizações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/veja-as-propostas-dos-candidatos-ao-governo-de-sao-paulo-para-a-educacao

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