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São Paulo

Debate presidencial tem ausência de Lula e Flávio Bolsonaro e críticas ao STF

Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury participaram do encontro promovido pelo Flow podcast, em São Paulo, e criticaram o Supremo Tribunal Federal.

Imagens coloridas mostram montagem fotográfica com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) foram os presidenciáveis que marcaram presença no debateFoto: Montagem/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
21 de setembro de 202622:55
Atualizado agora há pouco às 01:55

O debate presidencial realizado na noite desta segunda-feira (21/9), em São Paulo, promovido pelo Flow podcast, foi marcado pela ausência dos dois principais nomes nas pesquisas de intenção de voto: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O evento contou com a participação de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

A ausência dos dois pré-candidatos dominou boa parte das falas dos presentes, que direcionaram críticas tanto aos adversários ausentes quanto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O tom do debate foi de confronto direto com a atual composição da Corte e com a postura dos que não compareceram.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estabeleceu um paralelo entre os ministros do STF e os dois principais pré-candidatos, afirmando que ambos estariam receosos com o avanço das investigações. «Não são só os membros do Supremo que estão com medo. Pelo contrário, você tem também o Flávio e o Lula com medo de vir a debate. Os dois estão vivendo a mesma situação», declarou Caiado ao comentar a ausência dos adversários.

Na mesma linha, o candidato do Novo, Romeu Zema, concentrou suas críticas no presidente Lula e no ministro Flávio Dino. Segundo Zema, a atual situação da Corte teria sido construída pelo próprio petista. «Nós estamos correndo o risco de ele (Lula) ganhar e indicar mais quatro Flávio Dinos para lá (Supremo). Será que o Brasil dá conta disso?», questionou o ex-governador de Minas Gerais.

Caiado também afirmou que, caso seja eleito, pretende indicar mulheres para as quatro vagas do STF que teria a oportunidade de preencher durante seu mandato. A declaração foi dada como forma de contraponto à atual composição da Corte, alvo central das críticas dos debatedores.

Augusto Cury, por sua vez, voltou a classificar Flávio Bolsonaro e Lula como «covardes» por não comparecerem a mais um debate presidencial, especialmente em meio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal. O candidato do Avante também apresentou propostas voltadas ao empreendedorismo.

Entre as medidas defendidas por Cury está a redução de impostos para pequenos empreendedores. «Podemos dividir o BNDES em dois: o da grande empresa e o da microempresa. Nós queremos que os pequenos empreendedores possam ter uma carga menor e, assim, consequentemente, estejam muito menos asfixiados no seu negócio», afirmou.

O debate foi realizado em São Paulo e organizado pelo Flow podcast, que reuniu os três pré-candidatos presentes. A ausência dos dois nomes mais bem colocados nas pesquisas esvaziou parte do evento, mas não impediu que os participantes abordassem temas como a composição do STF, a economia e o ambiente político nacional.

A discussão sobre o Supremo Tribunal Federal ganhou destaque após uma série de decisões e embates públicos entre ministros e setores políticos. Os candidatos presentes aproveitaram o espaço para defender mudanças na Corte e criticar indicações feitas por governos anteriores.

Até o momento, nem Lula nem Flávio Bolsonaro se manifestaram oficialmente sobre as declarações feitas durante o debate. As campanhas dos dois pré-candidatos não divulgaram justificativas para as ausências até a publicação desta reportagem.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ausencia-de-lula-e-flavio-e-crise-no-supremo-dominam-debate-presidencial

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