A família de Júlia Bossoni, jovem que perdeu os movimentos após andar em uma montanha-russa do Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo, afirma que o parque deixou de custear as despesas da vítima após ela receber alta hospitalar e voltar para Londrina, no Paraná.
Segundo a defesa da jovem, a empresa arcou apenas com alimentação e hospedagem enquanto os familiares permaneceram na cidade onde fica o parque. Após o retorno, os custos do tratamento passaram a ser assumidos pela família e já somariam R$ 70 mil.
«Desde que a Júlia voltou para Londrina, que foi quando ela teve alta, o parque não custeou mais nada. Então, somente arcou com as despesas de alimentação e estadia enquanto a família estava em Vinhedo», afirmou a advogada responsável pelo caso.
A defesa também alega que o Hopi Hari não teria custeado tratamentos médicos durante o período em que a jovem permaneceu em Vinhedo porque ela utilizava plano de saúde. Depois da alta e do retorno a Londrina, porém, a ajuda teria sido encerrada.
O caso ocorreu em abril deste ano, quando Júlia e o marido, João Pedro Bossoni, viajaram a São Paulo para conhecer o parque. Conforme o inquérito policial, os dois passaram o dia no local e andaram em todos os brinquedos.
No fim do dia, decidiram voltar à montanha-russa Montezum, que tem 42,4 metros de altura e queda de 44,5 metros, após ganharem um passe VIP para uma nova rodada sem enfrentar fila. Durante o percurso, a jovem começou a ter uma convulsão.
João chamou ajuda médica, mas, segundo o relato, os funcionários não conseguiram colocar oxigênio em Júlia, que precisou ser levada à Santa Casa de Vinhedo. No hospital, foi constatado um traumatismo cranioencefálico.
Júlia perdeu a movimentação do lado esquerdo do corpo e desenvolveu dificuldades para se alimentar e falar. O caso é investigado pelo Ministério Público de São Paulo.
Em nota ao Metrópoles, o Hopi Hari declarou que as imagens das câmeras do parque foram apresentadas em ação de produção antecipada de provas ajuizada pela família de Júlia. A empresa afirmou ainda que a comercialização de fotografias é feita por uma empresa terceirizada e tem a finalidade específica de registrar imagens em determinados pontos do percurso.
A reportagem procurou a defesa do parque e a família para novos esclarecimentos e segue aberta a atualizações. O espaço permanece disponível para manifestações de todas as partes envolvidas.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/caso-hopi-hari-familia-de-jovem-afirma-que-parque-cortou-ajuda-apos-alta

