A eleição para o Senado assumiu papel de destaque na campanha deste ano, quando os eleitores vão escolher dois representantes para a Casa Legislativa. O interesse dos partidos pela disputa cresceu diante da possibilidade de renovação de dois terços das cadeiras, o que pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso.
Atualmente, o Senado é composto por 81 integrantes, mas apenas um terço deles permanece no cargo após o pleito. Das 54 vagas que estarão em disputa, a maioria pertence a senadores cujos mandatos se encerram em 2026, o que abre espaço para uma das maiores renovações da história recente da Casa.
O cientista político Brasílio Sallum Júnior avalia que os partidos estão em busca de maioria para ampliar seu poder de influência. “Todos eles querem ter maioria no Senado, mas alguns estão muito ativos procurando conseguir para si próprios, ou para o bloco do qual fazem parte, dois terços de voto no Senado”, afirmou, destacando o objetivo de ganhar mais força diante do Executivo e do Judiciário.
A composição da Casa após a votação pode influenciar diretamente a governabilidade do futuro presidente. A cientista política Maria do Socorro Braga explica que, com 41 cadeiras, um grupo consegue maioria absoluta e passa a controlar a Mesa Diretora, as comissões e o ritmo das votações estratégicas.
O ponto mais sensível da disputa envolve o Supremo Tribunal Federal. A renovação das cadeiras pode permitir que, pela primeira vez na história, o Senado analise pedidos de afastamento de ministros da Corte. Para que um processo desse tipo avance, é necessário o apoio de dois terços dos parlamentares.
A série Na Boca da Urna, do Metrópoles, preparou um vídeo explicando os detalhes desse cenário. A produção faz parte da cobertura especial das eleições, que terão primeiro turno em 4 de outubro e segundo turno em 25 de outubro.
No pleito, os brasileiros também vão escolher presidente, governadores, deputados federais e estaduais. As candidaturas precisam ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto, e a campanha oficial começa no dia seguinte em todo o país.
A atenção dos partidos ao Senado reflete a importância estratégica da Casa para aprovar projetos e fiscalizar o governo. A definição das novas cadeiras pode mudar o rumo das pautas econômicas e sociais nos próximos oito anos, período de duração do mandato de senador.
Especialistas ouvidos pela reportagem reforçam que o resultado das urnas terá impacto não apenas no Legislativo, mas também nas relações entre os Poderes. A expectativa é de que a campanha para o Senado ganhe ainda mais relevância nos próximos dias, com a proximidade do prazo de registro das candidaturas.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/disputa-senado-central-eleicoes

