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São Paulo

Família de bebê de sete meses morta em UPA de São Paulo cobra explicações

Isadora dos Santos Braga, de sete meses, morreu após atendimento em UPA na zona leste de São Paulo. Família aponta negligência; prefeitura aguarda laudo.

bebê morre upa família negligência zona lesteFoto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Raphael Nogueira Felix
13 de agosto de 202612:27
Atualizado agora há pouco às 15:27

Uma bebê de sete meses morreu na madrugada de terça-feira (11/8) após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em São Miguel Paulista, na zona leste da capital paulista. A família de Isadora dos Santos Braga afirma que houve negligência médica durante o período em que a criança esteve sob cuidados da unidade de saúde.

Segundo relato dos familiares, Isadora foi levada à UPA Tito Lopes na segunda-feira (10/8) com febre e coriza. Ela teria sido atendida ainda na parte da tarde, mas, de acordo com a família, os médicos não identificaram a gravidade do quadro.

Por volta das 19h, a criança começou a apresentar manchas vermelhas na pele e ficou roxa. Diante da piora, os pais voltaram a procurar a equipe médica, que então medicou a bebê. No entanto, o estado de saúde dela continuou se agravando.

Após cerca de dez horas desde a entrada na UPA, Isadora foi transferida para o Hospital Tide Setúbal, também na zona leste, mas não resistiu e morreu na madrugada de terça-feira. A criança foi velada e sepultada na quarta-feira (12/8).

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou, em nota, que a bebê recebeu atendimento na UPA e foi posteriormente transferida ao hospital. “Apesar dos esforços empregados, a paciente evoluiu a óbito e o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO)”, diz o comunicado.

A pasta informou que aguarda o resultado do laudo para confirmar a causa da morte. “A SMS aguarda o resultado do laudo para confirmação da causa. A pasta lamenta a perda e manifesta solidariedade à família. A direção da unidade permanece à disposição da família”, completou a secretaria.

A família, por sua vez, cobra respostas e quer entender o que motivou a demora no atendimento e a transferência. O caso foi registrado e deve ser investigado pelos órgãos competentes.

A morte da bebê reforça a preocupação de moradores da região com a qualidade do atendimento nas unidades de saúde pública. A prefeitura, por enquanto, não se manifestou sobre as alegações de negligência e aguarda os resultados dos exames para esclarecer os fatos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/bebe-morre-upa-negligencia

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