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São Paulo

Haddad defende apuração independente em inquérito que envolve filho de Lula

Em sabatina, candidato do PT afirmou que a lei deve ser aplicada a todos, sem exceção, e que a Polícia Federal tem liberdade para investigar.

Imagem colorida do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) em sabatina d'O Globo, CBN e Valor EconômicoFoto: Alessandra Ferreira/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
19 de agosto de 202613:00
Atualizado agora há pouco às 16:00

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defendeu nesta quarta-feira (19/8) a atuação independente da Polícia Federal no inquérito que apura supostos indícios de corrupção e tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo jornal O Globo, Rádio CBN e Valor Econômico, em São Paulo.

Haddad afirmou que é favorável a que a lei seja aplicada a qualquer pessoa, independentemente de vínculos políticos ou pessoais. “Eu sou a favor de passar a régua em quem quer que seja. Porque, assim, tem uma lei, ela tem que ser respeitada. A pessoa errou. Eu não quero saber o partido, a religião, o time de futebol, paga”, disse o petista.

As declarações ocorrem após mensagens interceptadas pela Polícia Federal e obtidas pela coluna Tácio Lorran, do Metrópoles, indicarem que Lulinha mantinha encontros com integrantes do núcleo duro do Palácio do Planalto e até orientava negócios da lobista Roberta Luchsinger, contratada por empresários que buscavam contratos públicos.

Questionado sobre a relação entre o presidente Lula e o filho, Haddad negou que haja interferência política nas investigações. “Pode ser amigo, filho, parente, nunca vi o presidente Lula mexer um dedo, falar uma coisa que disseram: ‘Olha, não vamos mexer’. Nunca vi. A Polícia Federal 100% de liberdade sempre, o Ministério Público 100% de liberdade sempre, o discurso dele público sempre”, reforçou.

O ex-ministro também comentou o caso Master, que envolve suspeitas de irregularidades no Banco Central, e admitiu que apurações podem ter impacto na campanha eleitoral. “Toda apuração tem impacto. Por exemplo, o caso Master, os ministros do Bolsonaro, o presidente do Banco Central, os corruptos do Banco Central que foram pegos pela polícia, a questão da investigação que a Polícia Civil está fazendo do contrato de wi-fi aqui na Prefeitura de São Paulo, tudo tem impacto”, afirmou.

Haddad ainda mencionou o caso do vereador Senival Moura, suspeito de ligações com o PCC, e disse que ele deve responder pelos seus atos. A sabatina ocorre em meio à corrida eleitoral, com pesquisas apontando o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente nas intenções de voto.

O candidato do PT reforçou que não pretende “passar pano” para ninguém e que cada um deve responder por seus atos. A declaração de Haddad busca reforçar uma imagem de transparência e compromisso com a lei, em um momento em que o caso envolvendo o filho do presidente ganha repercussão nacional.

A investigação contra Lulinha foi aberta após indícios de tráfico de influência em contratos públicos. A defesa do filho do presidente ainda não se manifestou sobre o conteúdo das mensagens. O caso segue em análise pela Polícia Federal, que deve ouvir testemunhas e analisar documentos nos próximos dias.

Apesar da defesa da independência da PF, Haddad evitou comentar diretamente as acusações contra Lulinha, dizendo que não tem acesso aos autos. “Não conheço o inquérito, não posso opinar sobre o mérito. Mas a lei deve ser cumprida”, resumiu.

A sabatina também abordou temas como segurança pública, educação e economia. Haddad criticou a gestão estadual e prometeu, se eleito, ampliar investimentos em áreas sociais. O candidato do PT segue em campanha pelo interior paulista nos próximos dias.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/haddad-sobre-lulinha-e-master-passar-a-regua-em-quem-quer-que-seja

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