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São Paulo

Haddad propõe impunidade zero e valorização policial em plano de segurança para SP

Durante sabatina na Record, o candidato do PT ao governo paulista defendeu punição efetiva, uso de tecnologia e integração entre forças de segurança.

“Impunidade gera mais crime”, diz Haddad em sabatinaFoto: Reprodução/Record
Raphael Nogueira Felix
20 de agosto de 202615:17
Atualizado agora há pouco às 18:17

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira (20/8) uma política de segurança baseada em impunidade zero e na valorização dos agentes policiais. A declaração foi dada durante sabatina no programa Balanço Geral, da Record.

Segundo Haddad, a impunidade é o principal fator que estimula a criminalidade no estado. Ele citou dados que indicam que menos de 5% dos crimes cometidos em São Paulo resultam em punição efetiva. Para o candidato, é preciso elevar esse índice para 20% e, depois, para 50%, a fim de desestimular a prática de delitos.

«Agora, o importante é punir, porque a impunidade é que gera mais crime. Nós estamos punindo menos de 5% dos crimes cometidos em São Paulo. Toda essa conversa que se ouve de ‘vamos aumentar a pena, vamos dobrar a pena’ é uma cortina de fumaça», afirmou.

O petista também defendeu a valorização profissional e salarial dos policiais como forma de qualificar a investigação e o atendimento à população. Ele voltou a defender a gravação contínua das câmeras corporais usadas pela Polícia Militar, argumentando que a medida traz transparência e melhora o serviço.

Entre as propostas tecnológicas, Haddad mencionou o uso de inteligência artificial para processar ocorrências em tempo real e a possibilidade de registrar boletins de ocorrência por aplicativos de mensagem, como o WhatsApp. A criação de um gabinete integrado entre órgãos federais e estaduais também foi citada como forma de facilitar a troca de inteligência no combate ao crime organizado.

O candidato aproveitou a sabatina para criticar o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. «É óbvio que eu tenho preocupação com o governo Federal. Eu considero o Flávio Bolsonaro um risco institucional para o país, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista ético, do ponto de vista social», disse.

Haddad também afirmou que, se eleito, pretende revisar contratos de concessão firmados pela gestão Tarcísio, como os da Sabesp e de linhas da CPTM. Ele prometeu ainda impulsionar a reindustrialização de regiões como Sorocaba, Campinas, Vale do Paraíba, São José dos Campos e o ABC, aproveitando a reforma tributária prevista para 2027.

As declarações ocorrem em meio à campanha eleitoral, na qual a segurança pública é um dos temas centrais. Haddad busca se diferenciar do atual governo estadual ao propor uma abordagem que combina punição rigorosa com investimento em tecnologia e integração entre forças.

O plano apresentado pelo candidato do PT também inclui a ampliação do uso de ferramentas digitais para agilizar o trabalho policial e dar mais agilidade ao sistema de justiça. A proposta, no entanto, ainda depende de detalhamento orçamentário e de aprovação legislativa para ser implementada.

A assessoria do candidato não informou se há estimativas de custo para as medidas. A campanha de Tarcísio de Freitas ainda não comentou as declarações de Haddad.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/impunidade-gera-mais-crime-diz-haddad-em-sabatina

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