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São Paulo

Justiça reavalia prisão de Deolane Bezerra após manifestação do MPSP sobre ligação com o PCC

O Ministério Público de São Paulo pediu a manutenção da prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra, presa em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A Justiça decide nesta sexta-feira se ela continua detida.

Foto: Leonardo Amaro/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
21 de agosto de 202608:43
Atualizado agora há pouco às 11:43

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestou contra a soltura da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa desde maio em uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A manifestação foi apresentada um dia antes de a Justiça reavaliar a prisão preventiva da influenciadora, que pode ser mantida ou revogada nesta sexta-feira (21/8).

Deolane foi detida em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo MPSP em parceria com a Polícia Civil. Na ocasião, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões. A ação mirou suspeitos de integrar uma estrutura criminosa que utilizava empresas e terceiros para ocultar recursos ilícitos.

Segundo as investigações, uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC. Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sustentam que Deolane exercia papel central no núcleo financeiro da organização.

Em documento obtido pelo Metrópoles, o Gaeco afirma que a influenciadora atuava como a principal integrante do núcleo financeiro, praticando atos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela ou a suas empresas, além da conversão desses valores em bens de alto valor econômico.

A manifestação do MPSP ocorre na véspera de uma nova análise da prisão preventiva. A legislação determina que prisões preventivas sejam revisadas a cada 90 dias. Nesta sexta-feira, um juiz deve decidir se Deolane permanece detida ou se poderá responder ao processo em liberdade.

Além de Deolane, também são alvos da operação o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, que estão foragidos. Segundo o Gaeco, a organização criminosa é dividida em três núcleos: decisório, operacional e financeiro.

O núcleo decisório seria composto por Marcola e Alejandro; o operacional, por Everton e Paloma; e o financeiro, por Deolane e Leonardo. A defesa da influenciadora ainda não se manifestou publicamente sobre a nova etapa do processo.

O MPSP também lembrou que pedidos anteriores de revogação da prisão foram rejeitados pela Justiça. A decisão desta sexta-feira pode impactar diretamente o andamento do caso, que envolve um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma das maiores facções criminosas do país.

A Operação Vérnix segue em andamento, e as investigações continuam para identificar outros envolvidos e rastrear o patrimônio supostamente oculto. A Justiça deve avaliar também a situação dos foragidos e a manutenção das medidas cautelares impostas aos demais investigados.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mpsp-deolane-presa-envolvimento-pcc

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