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São Paulo

Haddad rebate Datafolha, aposta em pesquisas internas e lança plano para a educação paulista

Candidato do PT ao governo de São Paulo minimizou a vantagem de Tarcísio nas pesquisas e apresentou propostas para a área educacional, incluindo a criação de CEUs no interior e no litoral.

Fernando Haddad (PT-SP). Diogo Zacarias
Raphael Nogueira Felix
22 de agosto de 202612:59
Atualizado agora há pouco às 15:59

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, minimizou neste sábado (22/8) os números da mais recente pesquisa Datafolha, que apontam o adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos) com ampla vantagem na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Em evento na zona oeste da capital, Haddad afirmou que prefere confiar nos levantamentos internos do partido e questionou a soma de intenções de voto de quatro candidatos que classificou como desconhecidos.

A pesquisa divulgada na sexta-feira (21/8) mostra Tarcísio com 45% das intenções de voto, contra 27% de Haddad. O petista, no entanto, disse que os dados não refletem a realidade das ruas e que a campanha segue confiante na virada.

O evento, realizado pela manhã, teve como foco a apresentação de propostas para a área de Educação. Haddad prometeu dobrar o número de vagas em tempo integral nas escolas estaduais e recompor os salários dos professores. Para os docentes, ele também defendeu a criação de planos de carreira baseados em concursos públicos.

Entre as medidas apresentadas, está a expansão dos Centros de Educação Unificados (CEUs) para o interior e o litoral paulistas, além da implementação do programa Pé de Meia Paulista, uma espécie de poupança para estudantes. A proposta busca ampliar o acesso à educação integral e reduzir a evasão escolar.

O candidato também aproveitou o encontro para criticar a gestão de Tarcísio na educação, lembrando que São Paulo ficou em 10º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Haddad se posicionou contra as escolas cívico-militares e a terceirização de unidades de ensino estaduais, afirmando que falta humildade para reconhecer que o modelo não deu certo.

Ele ainda defendeu a reavaliação do uso de plataformas digitais nas escolas e o fim das metas de tempo de tela impostas aos professores. A fala de Haddad ocorreu ao lado das candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O candidato a vice na chapa, Márcio França (PSB), não compareceu por causa de um imprevisto pessoal.

Em discurso breve, Tebet elogiou a trajetória de Haddad à frente do Ministério da Educação, enquanto Marina destacou a importância do setor para o desenvolvimento do país. Alckmin, por sua vez, lembrou a participação do petista na criação dos CEUs quando foi prefeito de São Paulo.

A campanha de Haddad segue agora com agenda de compromissos pelo estado, buscando reduzir a diferença apontada pelas pesquisas e conquistar o eleitorado paulista para o segundo turno.

Especialistas ressaltam que a pesquisa Datafolha é um retrato do momento e que a campanha ainda tem tempo para reverter o cenário. A disputa pela educação promete ser um dos principais temas do debate eleitoral nas próximas semanas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/haddad-minimiza-numeros-do-datafolha-e-diz-confiar-em-dados-do-pt

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