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São Paulo

Haddad minimiza desvantagem nas pesquisas e aposta em debate para reverter cenário em São Paulo

Candidato do PT ao governo paulista reconhece distância para Tarcísio de Freitas, mas diz que sondagens internas mostram cenário mais favorável e que ainda há tempo para apresentar propostas.

Haddad sobre desvantagem em pesquisas: “Temos 50 dias para debater”Foto: Reprodução/Uol
Raphael Nogueira Felix
24 de agosto de 202614:56
Atualizado agora há pouco às 17:56

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (24/8) que a diferença apontada pelas pesquisas de intenção de voto em relação ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ainda pode ser revertida. Durante sabatina promovida por UOL e Folha, o petista disse que os levantamentos internos da campanha têm mostrado um desempenho melhor do que o registrado nos levantamentos públicos.

Haddad comentou os números mais recentes, que indicam vantagem do atual governador. Pesquisa Real Time Big Data divulgada no mesmo dia mostra Tarcísio com 52% das intenções de voto contra 35% do petista. Já o Datafolha, publicado na sexta-feira anterior, aponta o governador com 45% e Haddad com 27%.

Apesar da distância, o ex-prefeito da capital paulista evitou demonstrar preocupação e disse que o cenário pode mudar até a eleição. “Dependendo da pesquisa, obviamente, [a resposta] é ação, e as nossas [sondagens] internas têm dados melhores”, declarou. Ele também mencionou que a diferença ainda é grande em cada levantamento, mas que há tempo para apresentar suas propostas.

O candidato lembrou que faltam cerca de 50 dias para o pleito e que pretende usar esse período para debater os problemas do estado. “Nós temos aí 50 dias para debater o estado e, para cumprir a minha função, é necessário expor ao eleitor paulista a realidade do estado”, afirmou.

Entre as propostas que Haddad pretende destacar na campanha está a ampliação do uso de câmeras corporais pela Polícia Militar, medida que ele defende como forma de aumentar a transparência e reduzir a violência policial. O petista disse que continuará apresentando políticas públicas viáveis para São Paulo, mesmo diante da rejeição ao PT em parte do eleitorado.

O candidato também foi questionado sobre as suspeitas de irregularidades envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, mas preferiu não aprofundar o assunto. Haddad afirmou confiar no trabalho da Polícia Federal e disse que as investigações devem seguir seu curso normalmente.

Especialistas apontam que a rejeição ao PT é um dos principais obstáculos para a campanha de Haddad no estado. Pesquisas anteriores indicam que o antipetismo ainda é forte entre os paulistas, o que pode dificultar a redução da vantagem de Tarcísio.

O governador Tarcísio de Freitas, por sua vez, tem mantido uma agenda intensa de obras e eventos oficiais, o que reforça sua exposição positiva. A campanha do Republicanos aposta na continuidade do atual governo e na popularidade do presidente Jair Bolsonaro entre parte do eleitorado paulista.

Com o cenário ainda indefinido, os próximos dias devem ser decisivos para as estratégias das duas campanhas. Haddad promete intensificar os debates e apresentar propostas concretas para áreas como segurança, saúde e educação, na tentativa de conquistar eleitores indecisos.

A eleição para o governo de São Paulo está marcada para o dia 4 de outubro, em primeiro turno. Caso nenhum candidato alcance mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno no dia 25 do mesmo mês.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/haddad-desvantagem-pesquisas-temos-50-dias

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