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São Paulo

Vereadora de São Paulo registra queixa após suposta oferta de propina ligada a contrato de câmeras corporais

Amanda Vettorazzo, coordenadora da campanha de Renan Santos, afirma ter sido abordada com oferta de R$ 200 mil para influenciar licitação na GCM.

Coordenadora da campanha de Renan Santos grava suposta oferta de propinaFoto: Samuel Pancher/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
25 de agosto de 202620:29
Atualizado agora há pouco às 23:29

A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União Brasil), que também atua como coordenadora da campanha presidencial de Renan Santos (Missão), procurou a Polícia Civil para relatar uma suposta tentativa de suborno. O caso envolve um possível contrato para a instalação de câmeras corporais na Guarda Civil Metropolitana (GCM).

De acordo com o boletim de ocorrência e o depoimento prestado pela parlamentar nesta terça-feira (25), um homem teria oferecido R$ 200 mil como adiantamento e prometido uma comissão caso ela usasse sua influência para favorecer uma empresa em eventual licitação.

A aproximação entre Amanda e o suspeito, identificado como Diego Fernando Oporto Soliz, teria começado no início do ano, durante conversas sobre projetos de segurança pública. Após reuniões e apresentações sobre novas tecnologias, o assunto passou a envolver a implementação das câmeras na GCM.

A vereadora afirma que não tinha interesse em avançar com a proposta. Mesmo assim, segundo seu relato, Diego teria insistido na oferta, que nesta terça-feira incluiu o pagamento inicial de R$ 200 mil e uma comissão que poderia chegar a R$ 6 milhões.

Amanda conta que gravou a conversa, deu voz de prisão ao homem e acionou a Polícia Civil. O suspeito foi detido no gabinete da parlamentar e levado ao 1º Distrito Policial, na região da Sé, onde o caso foi registrado.

A ocorrência é investigada como suspeita de corrupção ativa. A polícia deve ouvir testemunhas e analisar as imagens e áudios apresentados pela vereadora para esclarecer os fatos.

O caso ganhou repercussão no meio político, mas a assessoria de Renan Santos ainda não se manifestou oficialmente. A campanha do presidenciável não comentou o episódio até o fechamento desta matéria.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Segurança Urbana, informou que a implementação de câmeras corporais na GCM segue em estudo e que não há contrato firmado até o momento. A pasta não comentou a denúncia.

A vereadora deve prestar novos esclarecimentos à polícia nos próximos dias. O caso reforça o debate sobre transparência em licitações públicas e o uso de tecnologia na segurança municipal.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/coordenadora-da-campanha-de-renan-santos-grava-suposta-oferta-de-propina

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