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São Paulo

Polícia Civil de SP envia à PF dados da Operação Wi-Fi Livre após autorização de Dino

A Polícia Civil de São Paulo encaminhou à Polícia Federal, em Brasília, informações sobre a Operação Wi-Fi Livre, que apura contrato da Prefeitura com ONG ligada à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.

À esquerda, ministro Flávio Dino, do STF. À direita, deputado federal Mario Frias, do PL de São Paulo. Fotos: BRENO ESAKI/METRÓPOLES - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Raphael Nogueira Felix
26 de agosto de 202617:29
Atualizado agora há pouco às 20:29

A Polícia Civil de São Paulo enviou nesta quarta-feira (26/8) à Polícia Federal, em Brasília, os dados relativos à Operação Wi-Fi Livre. O repasse das informações foi autorizado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação apura um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence a Karina Gama, também dona da Go UP Entertainment, produtora da cinebiografia «Dark Horse», sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação, deflagrada no início de junho, apontou que a gestão Ricardo Nunes (MDB) teria pago um valor 230% maior do que o estipulado no mercado para que a ONG instalasse pontos de Wi-Fi em comunidades da capital paulista. Também são apuradas suspeitas de fraude na licitação.

No mês passado, Dino já havia autorizado a PF a investigar o repasse de emendas parlamentares a empresas vinculadas à produtora do filme. Durante a operação, foram realizadas buscas em dois endereços ligados a Karina e nas sedes do Instituto Conhecer Brasil e da Go Up Entertainment.

O ministro Flávio Dino é o relator da investigação sobre suspeita de envio de emendas parlamentares à produtora do filme «Dark Horse». Ele concentra no STF a relatoria de uma série de processos que apuram suspeitas em repasses de emendas a empresas, entidades e ONGs.

Em maio, o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) respondeu a questionamentos do ministro sobre suspeitas de ter destinado emendas à ONG Instituto Conhecer Brasil. Segundo denúncia analisada pela Corte, o político teria destinado R$ 2 milhões à organização.

No mês passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu que o caso fosse redistribuído ao ministro André Mendonça, responsável por outra investigação: o financiamento de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro.

A Polícia Civil de São Paulo não detalhou o conteúdo dos dados enviados à PF, mas a medida atende a decisão do STF. A expectativa é de que as informações auxiliem no avanço das apurações sobre possíveis irregularidades no contrato e no repasse de emendas.

A Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil ainda não se manifestaram publicamente sobre o envio dos dados. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

A Operação Wi-Fi Livre integra um conjunto de investigações que miram o uso de emendas parlamentares e contratos públicos. O caso segue sob sigilo na Justiça.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-civil-envia-a-pf-dados-de-operacao-contra-produtora-de-dark-horse

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