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São Paulo

Operação Bomba Oculta cancela 1.283 CNPJs de postos de combustíveis em SP

Força-tarefa deflagrada nesta sexta-feira (28/8) interditou seis postos e tornou inaptos 1.283 CNPJs e 228 inscrições estaduais, um ano após a Operação Carbono Oculto.

PostoFoto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
28 de agosto de 202609:54
Atualizado agora há pouco às 12:54

Um ano após a deflagração da Operação Carbono Oculto, o setor de combustíveis voltou a ser alvo de uma grande ação conjunta nesta sexta-feira (28/8). Batizada de Bomba Oculta, a operação busca desarticular postos clandestinos que atuavam sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no estado de São Paulo.

Segundo a Receita Federal, a ação resultou na interdição de seis postos de gasolina. Além disso, 1.283 CNPJs e 228 inscrições estaduais serão declarados inaptos, o que bloqueia contas bancárias e impede a emissão eletrônica de documentos fiscais. A medida atinge diretamente empresas que operavam à margem da lei.

Participam da operação a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), a ANP, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Polícia Civil. Cerca de 60 agentes estão envolvidos nas lacrações dos estabelecimentos.

De acordo com a Receita Federal, a operação dá continuidade ao desmantelamento de um esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Esse esquema veio à tona com a Operação Carbono Oculto, que completou um ano exatamente neste 28 de agosto. A força-tarefa desta sexta-feira reforça o combate a práticas ilegais que prejudicam a economia e os consumidores.

A Operação Carbono Oculto, realizada em 28 de agosto de 2025, mobilizou cerca de 1.400 agentes de diversos órgãos, como Ministério Público de São Paulo (MPSP), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, ANP, Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria de Estado da Fazenda, com apoio de unidades do Gaeco.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O objetivo era desarticular um esquema fraudulento que envolvia desde a entrada de metanol no país até postos de combustíveis ligados a uma facção criminosa.

Mais de 350 alvos foram identificados na operação, suspeitos de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato. As investigações apontaram que o grupo utilizava fintechs localizadas na Faria Lima, em São Paulo, para realizar transações financeiras, dificultando o rastreamento dos recursos.

A escolha por instituições de pagamento, em vez de bancos tradicionais, visava a ocultar a movimentação de dinheiro. As fintechs operavam com contabilidade paralela, o que permitia a lavagem de capitais e a manutenção do esquema criminoso. A ação desta sexta-feira é mais um passo no combate a esse tipo de crime, que afeta a arrecadação e a segurança dos consumidores.

A população pode contribuir denunciando postos suspeitos às autoridades competentes. A ANP disponibiliza canais de atendimento para receber reclamações sobre irregularidades em postos de combustíveis. A expectativa é que novas fases da operação ocorram nos próximos meses, ampliando o alcance das investigações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/carbono-oculto-1-ano-depois-operacao-cancela-1-283-cnpjs-de-postos

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