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São Paulo

Polícia coleta DNA de parentes de desaparecidos na Praça da Sé neste domingo

Ação ocorre das 10h às 12h; é necessário ter boletim de ocorrência e documento de identificação.

Imagem mostra policial em laboratórioFoto: Divulgação/Governo de SP
Raphael Nogueira Felix
29 de agosto de 202616:13
Atualizado agora há pouco às 19:13

Neste domingo (30/8), a Praça da Sé, no centro de São Paulo, será palco de uma ação conjunta das Polícias Civil e Científica para coleta de amostras de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. O atendimento ocorrerá das 10h às 12h, conforme informações do governo estadual.

A medida é voltada a quem possui parentes desaparecidos há pelo menos 30 dias. Para participar, é necessário apresentar boletim de ocorrência (BO) do caso e um documento de identificação do interessado.

A coleta de DNA é considerada uma ferramenta essencial para auxiliar nas buscas e na identificação de pessoas desaparecidas. As amostras serão encaminhadas ao Núcleo de Biologia e Bioquímica da Polícia Científica, onde passarão por análise.

A delegada Sandra Buzati, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou a importância da participação dos familiares. «Nenhum desaparecido deve ser esquecido. Cada familiar que puder comparecer estará contribuindo para ampliar as possibilidades de encontrarmos respostas e ajudar as famílias nas buscas», afirmou em nota.

Segundo as autoridades, até julho deste ano, mais de 14 mil pessoas que estavam desaparecidas foram localizadas. O número reforça a relevância de iniciativas como essa, que ampliam o banco de dados genéticos do estado.

Quem não puder comparecer à Praça da Sé neste domingo poderá agendar a coleta nos Institutos Médico-Legais (IMLs) do estado. O agendamento deve ser feito pelo site da Polícia Científica, na página específica para o serviço de coleta de DNA.

A ação ocorre em um contexto de preocupação com o número de desaparecimentos no estado. Em abril, uma reportagem do Metrópoles mostrou que, em média, 50 boletins de ocorrência sobre desaparecimento são registrados diariamente somente em São Paulo.

A reportagem, intitulada «Luta pelo luto», produzida pelo colunista Alfredo Henrique e pela repórter Rebeca Ligabue, recebeu o prêmio de excelência em jornalismo da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), na categoria Cobertura Jornalística do ciclo 2025/2026.

A participação da população é fundamental para fortalecer as ações de busca e proporcionar respostas às famílias que vivem a angústia de não saber o paradeiro de seus entes queridos. O serviço na Praça da Sé é gratuito e não exige agendamento prévio.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-coleta-dna-de-familiares-de-desaparecidos-na-praca-da-se

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