O Metrô de São Paulo anunciou o fim definitivo da aceitação dos bilhetes magnéticos do tipo Edmonson nas catracas a partir de 31 de outubro. O modelo, que integra a rotina dos usuários desde o início da operação comercial do sistema, em 1974, será substituído integralmente por tecnologias digitais e de aproximação.
A decisão faz parte de um processo de modernização do acesso às estações, que prioriza o uso do QR Code e de cartões por aproximação. Segundo a companhia, a mudança reduz falhas de leitura, simplifica a compra e a validação das passagens e elimina a necessidade de produzir, transportar e armazenar cartões físicos.
A fabricação dos bilhetes tradicionais foi interrompida em 2021, mas o Metrô continuou vendendo o estoque remanescente. Com o encerramento da aceitação, passageiros que ainda possuírem bilhetes magnéticos poderão trocá-los entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, em postos de atendimento que serão divulgados pela empresa.
O modelo Edmonson, batizado em homenagem ao inglês Thomas Edmondson, que criou bilhetes ferroviários de papel numerados no século XIX, foi adotado pelo Metrô paulistano em 1974 e, posteriormente, ganhou tecnologia magnética. Ao longo da história, foram produzidos mais de 13,7 bilhões de bilhetes, em cerca de 30 edições diferentes.
Os primeiros bilhetes magnéticos e os equipamentos de leitura foram importados da França. Com a nacionalização do sistema, a fabricação passou para a Casa da Moeda e, depois, para fornecedores na Argentina.
Atualmente, o acesso às estações já pode ser feito por alternativas como Bilhete Único, TOP, bilhetes digitais com QR Code e pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito diretamente nas catracas. A companhia destaca que as catracas magnéticas apresentam falhas e não contam mais com peças de reposição.
O pequeno cartão de 6,5 por 3 centímetros, que virou item de colecionador, deixa de circular após mais de cinco décadas. A troca dos bilhetes remanescentes será um último passo para encerrar essa fase da mobilidade urbana na capital paulista.
A medida foi comunicada oficialmente e faz parte de um plano mais amplo de atualização tecnológica do sistema metroviário. Passageiros que utilizam o bilhete magnético devem ficar atentos aos prazos e aos locais de troca, que serão informados nos canais oficiais do Metrô.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/metro-sao-paulo-bilhete-magnetico

