A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (2/9) a Operação Aqueronte, que resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região metropolitana de São Paulo. A ação, conduzida pelo Setor de Investigações Criminais (SIG) da Delegacia Seccional de Carapicuíba, mirou um grupo apontado como ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As prisões ocorreram em cumprimento a mandados expedidos pela Justiça, que também autorizou 21 buscas e apreensões em diferentes municípios. Segundo a investigação, o esquema operava principalmente nas cidades de Jandira, Itapevi, Cotia e Barueri, todas na Grande São Paulo.
Os detidos foram identificados como Rodrigo Rocha dos Santos, conhecido como Queixada, Bruna Gonçalves Borges, Gustavo Sousa da Silva e Wendell Leite Ferreira. Todos permanecem presos, conforme a polícia. A Justiça decretou a prisão temporária dos quatro suspeitos, medida que visa aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo.
Além dos municípios da região metropolitana, as ordens de busca e apreensão foram cumpridas em Paranapanema, São Roque, Indaiatuba, Bragança Paulista e na capital paulista. A operação contou com a participação de aproximadamente 80 policiais civis, que atuaram de forma simultânea para cumprir as determinações judiciais.
De acordo com as investigações, o grupo suspeito atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas para o gerenciamento do tráfico e a ocultação dos recursos obtidos com a venda de drogas. A polícia apura ainda a extensão dos crimes e a participação de outros envolvidos no esquema.
A Operação Aqueronte é mais uma etapa de um trabalho contínuo de inteligência policial voltado ao combate ao crime organizado na região. As autoridades não descartam novas prisões nas próximas semanas, conforme avancem as diligências e a análise do material apreendido.
A Polícia Civil reforça a importância da participação da população no combate ao crime e disponibiliza canais para denúncias anônimas. Informações que auxiliem as investigações podem ser repassadas pelos telefones oficiais da corporação, sem necessidade de identificação.
Os presos foram encaminhados às unidades prisionais competentes, onde permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sob sigilo para não comprometer as investigações em andamento.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/esquema-de-drogas-e-lavagem-pcc

