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São Paulo

Candidato propõe integrar forças de segurança e aplicativo de alerta para coibir feminicídio

Augusto Cury defende criação de ecossistema de informações entre polícias e botão do pânico em aplicativo para proteção de mulheres em situação de risco.

Foto: Guilherme Bianchi/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
3 de setembro de 202614:31
Atualizado agora há pouco às 17:31

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu, em evento na zona leste de São Paulo, a integração das forças de segurança e o uso de tecnologia como ferramentas para reduzir os casos de feminicídio no país. A declaração foi dada durante agenda na Assembleia de Deus, na última quinta-feira (3/9).

Na ocasião, o psiquiatra e escritor afirmou que a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Rodoviária Estadual e as guardas municipais deveriam operar de forma integrada. Ele defendeu a criação de um ‘ecossistema’ de informações com uso de inteligência artificial para antecipar ocorrências, evitando que crimes contra a mulher aconteçam.

Além da unificação das bases de dados, Cury apresentou como uma de suas prioridades o desenvolvimento de um aplicativo com botão de alerta. A ferramenta permitiria que mulheres em situação de risco acionassem imediatamente a delegacia mais próxima, sem necessidade de ligação telefônica.

“Se demorar uma, duas, três horas, pode ser muito tarde”, disse o candidato ao justificar a urgência do mecanismo. A proposta prevê que, ao tocar o botão, a vítima envie automaticamente sua localização e um pedido de socorro às autoridades, reduzindo o tempo de resposta.

Durante o discurso, Cury também comentou os dados sobre a população carcerária brasileira, citando a baixa representatividade feminina entre os presos. Para ele, o sistema de segurança precisa priorizar a prevenção e o monitoramento de casos de violência doméstica.

O evento fez parte da agenda de campanha do candidato pelo Avante, que tem buscado apresentar propostas na área de segurança pública. A fala ocorre em meio a estatísticas que apontam o Brasil como um dos países com maiores taxas de feminicídio na América Latina.

Especialistas ouvidos por veículos de imprensa ressaltam que a integração entre polícias é um desafio histórico no país, mas reconhecem que o uso de tecnologia pode contribuir para a eficiência no atendimento de denúncias e no monitoramento de medidas protetivas.

A campanha de Cury não detalhou prazos ou custos para a implementação das medidas, mas afirmou que os projetos seriam desenvolvidos em parceria com estados e municípios, caso ele seja eleito. A proposta do botão do pânico já é adotada em algumas cidades brasileiras, com resultados positivos na agilidade do socorro.

O candidato segue com compromissos de campanha em São Paulo e deve voltar a tratar do tema em outros encontros com eleitores. A assessoria de imprensa do Avante informou que novas propostas para a área de segurança serão apresentadas nas próximas semanas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/cury-cita-juncao-das-policias-e-botao-do-panico-para-combater-feminicidio

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