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São Paulo

Zema critica fim da escala 6x1 e propõe pagamento por hora em sabatina

Em sabatina em São Paulo, o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, classificou o fim da escala 6x1 como 'medida populista' e defendeu modelo de trabalho por hora, além de privatizações.

romeu zema fim da escala 6x1 populista privatizarFoto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Raphael Nogueira Felix
3 de setembro de 202610:54
Atualizado agora há pouco às 13:54

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) participou de uma sabatina em São Paulo na manhã desta quinta-feira (3/9), ocasião em que comentou propostas de mudanças nas leis trabalhistas e a gestão de estatais. O político foi questionado sobre o projeto que extingue a escala de trabalho 6x1, aprovado recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Zema afirmou que a medida, de autoria do governo, tem caráter eleitoral e não traria benefícios reais aos trabalhadores. O candidato classificou a proposta como uma «medida populista do governo», argumentando que decisões tomadas em Brasília não são capazes de melhorar a vida do brasileiro de forma imediata.

«É uma medida populista no ano eleitoral. Sei que o brasileiro trabalha muito e quer ganhar mais, mas não é uma canetada lá em Brasília que vai melhorar sua vida. Se melhorasse, estaríamos hoje no primeiro mundo com toda certeza. Então é um governo que está aproveitando de um momento eleitoral para enganar o povo», disse o candidato.

Em contrapartida, Zema defendeu um modelo alternativo de jornada, baseado em horas trabalhadas. O presidenciável propôs uma «escala de trabalho por hora», na qual o próprio trabalhador definiria sua carga horária, de acordo com sua conveniência e produtividade.

«Quem quer trabalhar 20 horas, trabalha. Agora, nós temos um governo aqui que quer decidir lá de Brasília quanto tempo o brasileiro quer trabalhar», destacou o candidato durante a sabatina.

Além das questões trabalhistas, o político mineiro também abordou a pauta da privatização de empresas estatais. Zema declarou que, se eleito, pretende privatizar companhias como a Petrobras e o BRB, citando o envolvimento dessas empresas em escândalos de corrupção recentes.

«Quero privatizar empresas. Vamos pegar o caso da Petrobrás, que foi a empresa que esteve envolvida no Petrolão» e «Da mesma maneira o BRB. Quem é que se envolveu no escândalo do Banco Master? Somente estatal. Não teve nenhum banco ou fundo de pensão privado envolvido no caso. E está aí um motivo para privatizar», afirmou.

O candidato encerrou a agenda em São Paulo com um encontro com mulheres no bairro dos Jardins, na zona oeste, e deve participar de uma nova sabatina em veículo de comunicação no final do dia.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/zema-diz-fim-6x1-e-medida-populista

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