A Justiça de São Paulo decidiu manter preso o policial militar Bruno Carvalho do Prado, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos. A vítima foi baleada durante uma abordagem policial em um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital, em novembro de 2024.
A decisão foi proferida pela 4ª Vara do Júri de São Paulo na última quinta-feira (27/8). A defesa do agente havia solicitado a revogação da prisão preventiva, mas a juíza Luiza Torggler Silva negou o pedido, mantendo o réu detido.
Na decisão, a magistrada determinou que Bruno permaneça preso ao menos até a análise definitiva de um habeas corpus apresentado pela defesa. A situação poderá ser reavaliada posteriormente, conforme novos elementos apresentados nos autos.
A prisão preventiva havia sido decretada em 31 de julho, após pedido do Ministério Público de São Paulo e dos representantes da família de Marco Aurélio. O pedido foi motivado por uma nova investigação envolvendo o policial: segundo as apurações, Bruno teria agredido fisicamente e ameaçado de morte a própria companheira em abril de 2026, enquanto respondia em liberdade pelo caso do estudante.
Além da prisão, a Justiça determinou o afastamento de Bruno das funções policiais, a suspensão do porte e da posse de armas de fogo e a entrega da arma funcional. A ordem também prevê o recolhimento de todas as armas que estiverem em posse do policial, sejam particulares ou fornecidas pela corporação.
O documento não informa se a ordem de prisão já foi cumprida nem se as armas foram efetivamente apreendidas. A defesa de Bruno não foi localizada para comentar a decisão, e o espaço segue aberto para manifestação.
Bruno Carvalho do Prado é acusado de participação na morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta, ocorrida em 20 de novembro de 2024. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele teria agredido a vítima com um chute enquanto o também policial militar Guilherme Augusto Macedo mantinha a arma apontada para o estudante. Em seguida, Guilherme teria efetuado o disparo que causou a morte.
Os dois policiais já foram enviados a julgamento pelo Tribunal do Júri e responderão por homicídio qualificado. No caso de Bruno, a prisão preventiva foi decretada por causa dos novos fatos apurados, que indicariam risco à ordem pública e à instrução processual.
O caso segue em tramitação na Justiça paulista, e a expectativa é de que o habeas corpus impetrado pela defesa seja analisado nas próximas semanas. A família da vítima acompanha o processo e espera que os responsáveis sejam responsabilizados.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-nega-liberdade-a-pm-acusado-de-matar-estudante-de-medicina

