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São Paulo

Zema critica fim de imposto sobre compras internacionais sem compensação a empresas brasileiras

Candidato à Presidência afirma que medida prejudica o comércio nacional e defende benefícios também para quem gera empregos no país.

Imagem colorida do candidato à presidência Romeu Zema falando sobre o fim da taxa das blusinhasFoto: Divulgação/Ascom. Romeu Zema
Raphael Nogueira Felix
4 de setembro de 202618:20
Atualizado agora há pouco às 21:20

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou nesta sexta-feira (4/9) a decisão do Congresso Nacional de derrubar a cobrança de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Para o governador de Minas Gerais, a mudança, sem contrapartidas para o setor produtivo nacional, cria uma desvantagem competitiva para os empresários brasileiros.

Durante encontro com comerciantes e empresários do setor varejista no centro de São Paulo, Zema afirmou que a medida incentiva a abertura de negócios no exterior para vender ao consumidor brasileiro. A declaração foi dada após reunião com representantes da União Santa Ifigênia, entidade que reúne lojistas da região.

A chamada “taxa das blusinhas” foi derrubada na quinta-feira (3/9), quando a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram a Medida Provisória nº 1.357/2026. O texto retira o piso de 20% do Imposto de Importação para encomendas de até US$ 50 e autoriza o Ministério da Fazenda a reduzir a alíquota a zero nessa faixa.

Para compras de até US$ 3 mil, a nova regra também permite que a alíquota seja reduzida para até 30%. Antes, a legislação previa piso de 20% na primeira faixa e de 60% na segunda.

Na avaliação de Zema, a decisão beneficia exclusivamente as plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, como Shein e Shopee, em detrimento do varejo nacional. “Está compensando você fechar a sua loja aqui, o seu e-commerce, abrir em outro país e vender para o brasileiro”, disse o candidato.

O presidenciável defendeu que a desoneração seja estendida às empresas que atuam no Brasil. “Eu queria que ela fosse estendida para quem vende aqui no Brasil. Sou favorável, mas deveria estender para quem gera imposto, para quem paga imposto aqui, para quem gera emprego”, complementou.

Zema também criticou o cenário econômico atual, citando o aumento de recuperações judiciais e falências no país. “O Brasil está no caminho errado. Não é à toa que temos aí recorde de recuperações judiciais e falências”, afirmou.

O encontro com os lojistas ocorreu em meio à agenda de campanha do candidato na capital paulista. A declaração reforça o discurso de Zema de defesa do setor produtivo nacional e de crítica à política econômica do governo federal.

A MP nº 1.357/2026, que altera as regras do Imposto de Importação, foi editada pelo Poder Executivo e agora segue para promulgação após a aprovação no Congresso. A medida faz parte de um pacote de mudanças tributárias que vem sendo discutido no âmbito da reforma tributária.

Especialistas apontam que a redução da carga tributária sobre importados pode pressionar a indústria e o comércio locais, que já enfrentam alta carga de impostos e custos operacionais. O tema deve continuar gerando debates entre os candidatos à Presidência nas próximas semanas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/zema-critica-fim-da-taxa-das-blusinhas-sem-compensar-empresas-brasileiras

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