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Brasileiro de Capivari que vivia em Paris é encontrado morto após dois meses de buscas

Bruno Fernando Rego, de 28 anos, estava desaparecido desde 5 de julho. Corpo foi localizado dias depois, mas família só foi informada em setembro.

Bruno Fernando Rego, brasileiro encontrado morto na FrançaFoto: Reprodução/Arquivo pessoal
Raphael Nogueira Felix
8 de setembro de 202613:28
Atualizado agora há pouco às 16:28

A família de Bruno Fernando Rego, brasileiro de 28 anos natural de Capivari, no interior de São Paulo, confirmou que ele foi encontrado sem vida em Paris, na França. O rapaz, que trabalhava como motorista de aplicativo no país europeu, estava desaparecido desde o dia 5 de julho. A informação foi divulgada pela irmã dele, Beatriz Rego, em redes sociais.

De acordo com o relato da família, o corpo de Bruno foi localizado em 8 de julho, poucos dias após o desaparecimento. No entanto, a notícia só chegou aos parentes no dia 7 de setembro. A irmã afirmou que não vai divulgar mais detalhes sobre as circunstâncias da morte.

Bruno vivia na Europa havia cerca de um ano e buscava juntar dinheiro para custear um tratamento de saúde da filha, de 4 anos, que mora no Brasil. O desaparecimento foi comunicado por um amigo, que mantinha contato diário com o brasileiro por videochamadas.

Segundo Beatriz, a última vez que Bruno foi visto foi logo após um jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Ele teria saído apenas com a roupa do corpo, deixando todos os pertences para trás, inclusive o passaporte.

Durante as buscas, veio à tona um mandado de prisão contra o brasileiro por lesão corporal, em um caso de violência doméstica. A irmã, porém, afirmou que o sumiço não tem relação com o mandado, que tramita em segredo de Justiça no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Em vídeos publicados nas redes sociais, Beatriz disse que não entraria em detalhes sobre o assunto. «Eu estou recebendo várias notícias de canais brasileiros que têm repostado uma informação sobre o meu irmão e eu não vou entrar em pormenores», declarou. Ela explicou que o caso citado no mandado ocorreu em agosto de 2024 e que Bruno teria se relacionado com a pessoa até março deste ano.

A irmã ressaltou que Bruno foi para a França em setembro de 2025, e não para fugir de qualquer acusação. «O Bruno foi para a França em setembro de 2025, então não foi que ele foi julgado, preso ou o que quer que seja, e fugiu para não responder», afirmou.

A reportagem entrou em contato com o TJSP para obter mais informações sobre o mandado de prisão e as acusações, mas foi informada de que o caso segue em segredo de Justiça. A família não revelou se há previsão de traslado do corpo para o Brasil.

O caso gerou comoção entre amigos e conhecidos de Bruno, que era descrito como dedicado à filha e disposto a trabalhar no exterior para garantir melhores condições de vida para a criança. Até o momento, não há informações sobre as causas da morte.

A notícia do falecimento só foi confirmada após mais de dois meses de buscas e expectativa da família. Agora, os parentes pedem privacidade para vivenciar o luto e aguardam os desdobramentos das investigações na França.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/quem-era-o-paulista-desaparecido-na-franca-encontrado-morto-em-paris

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