Uma apoiadora do PSol, de 33 anos, procurou a polícia para relatar uma abordagem que considera violenta durante uma atividade de panfletagem em frente à estação de metrô Vila Sônia, na zona sul de São Paulo. Ela distribuía materiais da bancada feminista do partido e do candidato a deputado federal Guilherme Cortez (PSOL), ação permitida pela legislação eleitoral.
Um vídeo registrado por uma testemunha mostra a mulher sendo imobilizada e algemada por três policiais, com o rosto no chão, enquanto outros agentes acompanham a ação. O material de campanha também foi apreendido pelos militares.
Segundo a assessoria do partido, a apoiadora já realizava a panfletagem naquele local há algum tempo e não quis se pronunciar publicamente por questões de segurança. A legenda afirma que a ação é legal e que a abordagem foi desproporcional.
Após o ocorrido, a mulher foi levada ao 89º Distrito Policial, no Jardim Taboão. De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais participavam de uma Operação Delegada, que tem como objetivo fiscalizar ambulantes e coibir o comércio ilegal na capital paulista.
A versão apresentada pela Polícia Militar é de que a mulher teria desobedecido à orientação para remover uma bancada que estaria obstruindo a passagem de pedestres na calçada. O caso foi registrado como desobediência e a mulher foi liberada em seguida.
A assessoria do PSol divulgou nota repudiando a conduta dos agentes e afirmando que a ação configura violência política. O partido disse que vai acompanhar o caso e cobrar providências das autoridades competentes.
O Metrópoles entrou em contato com a Polícia Militar para pedir um posicionamento sobre a denúncia, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
A legislação eleitoral permite a distribuição de material de campanha em vias públicas, desde que não haja obstrução do trânsito ou dano ao patrimônio. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a abordagem deve ser pautada pela proporcionalidade e pelo respeito aos direitos dos cidadãos.
O caso ocorre em meio a um debate sobre os limites da atuação policial em atividades políticas. Organizações de direitos humanos costumam criticar operações que resultam em abordagens consideradas agressivas durante manifestações ou campanhas.
A mulher foi liberada após o registro da ocorrência, mas o material apreendido não foi devolvido. A reportagem tenta localizar a defesa dela para comentar o andamento do caso.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/apoiadora-do-psol-denuncia-abordagem-violenta-da-pm-enquanto-panfletava-2

