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São Paulo

Tarcísio promete ampliar mercados populares para famílias de baixa renda em todo o estado

Em visita ao Armazém Solidário no Grajaú, governador e candidato à reeleição afirmou que pretende levar o projeto a regiões com muitos inscritos no CadÚnico, com parceria das prefeituras e custeio estadual quando necessário.

Foto: Jessica Bernardo/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
9 de setembro de 202615:40
Atualizado agora há pouco às 18:40

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (9/9) que, se vencer as eleições, pretende criar mercados populares em regiões do estado com grande número de inscritos no CadÚnico. A declaração foi dada durante visita a uma unidade do Armazém Solidário, programa da Prefeitura de São Paulo, no Grajaú, zona sul da capital.

O Armazém Solidário permite que pessoas cadastradas no CadÚnico comprem alimentos e itens de limpeza com preços abaixo dos praticados em supermercados convencionais. O programa municipal estabelece limites de compra, como, por exemplo, no máximo dois frangos por morador.

Tarcísio afirmou que a versão estadual do projeto poderá ser feita em parceria com as prefeituras, mas que o estado deve arcar com o custo total quando os municípios não tiverem condições financeiras. «Existem prefeituras que não têm condição de ter esse tipo de parceria, por causa da condição financeira, e aí o estado vai assumir essa responsabilidade», disse o candidato.

A promessa, no entanto, não consta no plano de governo enviado por Tarcísio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O projeto ainda não tem detalhes sobre prazos, locais ou fontes de financiamento, mas a ideia é replicar o modelo que já existe na capital paulista.

A visita do governador foi marcada por um protesto de cerca de 40 pessoas na praça em frente ao Armazém Solidário. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra Tarcísio e exibiam faixas com críticas ao governo. Em determinado momento, policiais militares avançaram para dispersar o grupo, e um agente chegou a bater com um cassetete em uma mulher.

A equipe de reportagem também observou policiais abordando um homem e pedindo seus documentos. Questionado sobre a manifestação, Tarcísio disse, de forma irônica, que os participantes eram «voluntários». Quando os jornalistas pediram uma explicação, o candidato afirmou que «basta ver a ficha criminal» do grupo, insinuando que os manifestantes teriam antecedentes criminais.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), acompanhou o governador na agenda. Principal cabo eleitoral de Tarcísio na capital, Nunes tem conciliado compromissos oficiais da prefeitura com eventos de campanha do aliado. Após a visita ao Armazém Solidário, os dois seguiram para outros compromissos, mas não deram mais detalhes sobre o plano.

Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que iniciativas como o Armazém Solidário podem ajudar a reduzir o custo de vida de famílias de baixa renda, mas alertam para a necessidade de transparência na execução e de garantia de abastecimento regular. A proposta, se implementada, pode beneficiar milhões de paulistas que dependem de programas sociais.

A campanha de Tarcísio não informou se o projeto já possui estudos de viabilidade ou previsão orçamentária. O tema deve ganhar destaque nos próximos debates e na reta final da disputa eleitoral, que também conta com o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) como adversário.

Nas redes sociais, a promessa gerou reações divididas. Apoiadores elogiaram a iniciativa, enquanto críticos apontaram que a medida foi anunciada sem detalhes e pode não sair do papel. A equipe do candidato afirma que mais informações serão divulgadas em breve.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tarcisio-promete-mercado-popular-em-regioes-com-mais-inscritos-no-cadunico

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