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São Paulo

Nunes defende contrato de wi-fi da prefeitura e nega vínculo com produtora investigada

Prefeito de São Paulo afirmou que o acordo com o Instituto Conhecer Brasil não tem irregularidades e que o TCE acompanha o caso; Polícia Civil apura o contrato.

Ricardo Nunes, prefeito de São PauloFoto: William Cardoso/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
10 de setembro de 202619:04
Atualizado agora há pouco às 22:04

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), comentou nesta quinta-feira (10/9) a operação da Polícia Federal que investiga Karina Ferreira Gama, produtora do filme Dark Horse e ligada ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização sem fins lucrativos que mantém contrato com a Prefeitura para instalação de pontos de wi-fi na cidade.

Segundo Nunes, o contrato firmado com o ICB não apresenta irregularidades e é acompanhado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). «O nosso não tem nenhuma irregularidade. Obviamente, a gente faz o monitoramento contínuo. Como temos feito em qualquer contrato nosso, se aparecer alguma irregularidade, a Prefeitura vai agir de forma muito enérgica», declarou o prefeito a jornalistas.

O emedebista também negou qualquer relação entre Karina Ferreira Gama e o contrato municipal. «Essa questão do filme e do Instituto não tem relação nenhuma com o contrato que a Prefeitura tem de wi-fi», afirmou. Ele acrescentou que a gestão cumprirá eventuais decisões judiciais sobre o caso.

Antes de autorizar a operação da PF, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou informações sobre a investigação em São Paulo. A apuração envolve suspeitas de irregularidades no termo de colaboração entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB para levar conexão a comunidades periféricas.

De acordo com a gestão municipal, já foram pagos R$ 114 milhões ao ICB pelo serviço. A Prefeitura sustenta que os pagamentos correspondem a um serviço efetivamente prestado e que não há indícios de desvio.

A investigação ganhou reforço com a Operação Wi-Fi Livre, deflagrada em junho deste ano, que mirou a produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse. As autoridades apuram se parte da produção cinematográfica teria sido financiada com recursos do contrato público firmado entre a ONG e a Prefeitura.

As apurações apontam uma série de falhas consideradas graves e indícios de conduta ilegal na execução do termo de colaboração. O caso corre sob sigilo e envolve a Polícia Civil e a Polícia Federal, além do acompanhamento do TCE.

Nunes ainda criticou o ex-prefeito e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmando que o contrato de wi-fi da gestão petista era irregular. A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral e à repercussão das investigações.

O prefeito reforçou que a Prefeitura não pode antecipar julgamentos. «Se for identificada alguma irregularidade, a Prefeitura vai tomar suas ações, mas não podemos nos antecipar e fazer um pré-julgamento. Não seria coerente, correto», completou.

Procurada, a defesa de Karina Ferreira Gama não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nunes-nega-irregularidades-em-contrato-de-wi-fi-da-prefeitura-alvo-da-civil

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