As campanhas para as eleições de 2026 já começaram a definir seus slogans e jingles, peças de marketing que buscam sintetizar propostas e valores dos candidatos. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, para 25 de outubro, quando eleitores votarão para presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.
No cenário presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, adotou o lema «Por um Brasil soberano». A escolha ocorre em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, após a imposição de tarifas de 37,5% a produtos brasileiros pelo presidente Donald Trump. A equipe de comunicação de Lula é liderada pelo marqueteiro Raul Rabelo, ligado ao grupo de Sidônio Palmeira.
O jingle «Rap do Silva», inspirado no clássico funk dos anos 1990 de MC Bob Rum, também ganhou destaque nas redes sociais. A versão eleitoral procura conectar a trajetória do presidente à figura do trabalhador da periferia. A letra diz «É o Lula da Silva, é a estrela que brilha», em referência ao símbolo do PT.
Na disputa pelo governo de São Paulo, o candidato Fernando Haddad (PT) escolheu o mote «Desperta SP», mesmo nome da coligação. Sob coordenação do marqueteiro Otávio Antunes, a estratégia deve destacar problemas que, segundo a campanha, o atual governador não conseguiu resolver no estado.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, utiliza o slogan «O Brasil vai vencer», acompanhado do jingle «Vem com fé», que aborda sonhos e a crença em um futuro melhor para o país. A comunicação é assessorada pelo marqueteiro Eduardo Fischer, que atua como consultor estratégico.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, vinha usando o slogan «Coragem para fazer o impossível», que apareceu inclusive na estreia da propaganda eleitoral deste ano, sob comando do marqueteiro Pablo Nobel. O lema acompanha o nome da coligação, Coragem Para Seguir Avançando.
No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) proibiu o governador de continuar usando a frase. A decisão considerou que o slogan também estava sendo utilizado para divulgar ações de governo, o que é vedado pela legislação eleitoral.
A definição dos slogans e jingles é parte central da estratégia de marketing político, pois essas mensagens podem se fixar na memória do eleitorado e influenciar a percepção sobre os candidatos ao longo da campanha.
Além dos presidenciáveis e dos candidatos ao governo paulista, outras campanhas também devem apresentar seus lemas e peças musicais nos próximos meses, à medida que o calendário eleitoral avança.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/eleicoes-2026-slogans-candidatos

