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São Paulo

Dino derruba sigilo e aponta Mario Frias como agente central de suposto esquema de fraude

Investigação da Polícia Civil de São Paulo analisa movimentações financeiras do deputado federal Mario Frias e de empresas paulistas; ministro do STF determinou envio de material apreendido à PF.

Foto colorida de Mario FriasFoto: Reprodução/Redes sociais
Raphael Nogueira Felix
13 de setembro de 202612:29
Atualizado agora há pouco às 15:29

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino derrubou o sigilo de um documento da Polícia Civil de São Paulo que aponta o deputado federal Mario Frias (PL) como agente central de um suposto esquema de fraude contratual, emprego irregular de verbas públicas e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada neste domingo (13/9).

De acordo com a investigação, foram analisadas movimentações financeiras envolvendo o parlamentar, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a empresa Complexsys e a Academia Nacional de Cultura (ANC). O inquérito apura o destino de emendas parlamentares destinadas a empresas paulistas.

O deputado é apontado como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação, com movimentações consideradas incompatíveis com sua capacidade econômica conhecida. O ICB, presidido pela empresária Karina Gama, teria contratado empresas para prestar serviços técnicos, mas os recursos retornariam ao próprio instituto.

Na decisão, Flávio Dino afirma que há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas, na qual o deputado federal Mário Frias figura como agente central. O magistrado também menciona que o parlamentar ocuparia papel de liderança na suposta arquitetura criminosa.

«Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mário Frias, que – no terreno hipotético da investigação – ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa», escreveu Dino.

O ministro determinou que o secretário de Segurança de São Paulo entregue à Polícia Federal todo o material extraído dos celulares das pessoas físicas e jurídicas investigadas, apreendidos em junho deste ano. A medida amplia o escopo da apuração, que agora passa a contar com o apoio da PF.

A investigação também envolve a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Karina Gama é sócia da empresa, segundo os autos.

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria do deputado Mario Frias e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

O caso segue em apuração e não há condenação definitiva. As informações são baseadas em documentos judiciais e investigativos tornados públicos neste domingo.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-mario-frias-agente-central

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