A Polícia Civil prendeu temporariamente, neste domingo (13/9), um dos sócios-proprietários da construtora New Home, empresa responsável pela obra do edifício de 12 andares que desabou na Penha, zona leste de São Paulo. O desabamento ocorreu no sábado (12/9) e deixou seis mortos.
O homem detido é apontado pela investigação como um dos sócios da construtora e foi levado ao 24º Distrito Policial (Ponte Rasa), onde deve prestar depoimento e permanecer à disposição da Justiça. Outros dois representantes da empresa são alvos de mandados de prisão e ainda não foram localizados.
As equipes policiais continuam as diligências para encontrar os demais investigados. Segundo a corporação, a apuração busca esclarecer as circunstâncias do colapso e verificar se houve irregularidades na construção.
Além das seis vítimas fatais, uma criança de 7 anos permanece desaparecida após o desabamento. Duas pessoas foram resgatadas com vida. O Corpo de Bombeiros atuou no local para retirar as vítimas dos escombros.
A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, titular do 24º DP e responsável pelo caso, afirmou que a polícia pretende apurar se o desabamento poderia ter sido evitado e identificar eventuais responsáveis. «Vamos analisar documentos, alvarás e todas as provas reunidas», declarou a delegada.
A investigação criminal também vai examinar documentos da empresa, permissões e autorizações relacionadas à obra. O objetivo é entender se houve falhas no processo construtivo e na fiscalização.
A Prefeitura de São Paulo informou que afastará por 30 dias uma servidora que atestou falsamente a demolição de uma estrutura no terreno da obra. O documento, assinado em 2024, afirmava que a demolição havia sido concluída. O prefeito Ricardo Nunes acionou a Controladoria-Geral do Município para investigar o caso.
A Defesa Civil interditou três imóveis próximos ao edifício que desabou. Os imóveis passarão por nova avaliação técnica. Mais de dez pessoas moravam na residência atingida pela estrutura.
A construtora New Home ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão do sócio e os mandados expedidos contra os demais representantes. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.
As causas do desabamento seguem em apuração pelas autoridades. A Polícia Civil não divulgou prazo para concluir o inquérito.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/socio-de-construtora-e-preso-apos-desabamento-que-deixou-6-mortos-em-sp

