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São Paulo

Corregedoria da PM aponta intenção de matar em abordagem que vitimou Thawanna em SP

Relatório da Corregedoria da Polícia Militar conclui que soldado Yasmin Cursino Ferreira teve intenção de matar Thawanna da Silva Salmázio durante abordagem em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo.

Foto: Reprodução/TV Globo
Raphael Nogueira Felix
15 de setembro de 202622:21
Atualizado agora há pouco às 01:21

A Corregedoria da Polícia Militar concluiu que a soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, teve a intenção de matar a ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma abordagem realizada em abril deste ano no bairro Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. A informação consta em relatório interno da corporação.

De acordo com o documento, há indícios de transgressão disciplinar, crime militar, crime comum e possível homicídio doloso qualificado. O relatório também afirma que não foram encontrados elementos que comprovem que a policial agiu em legítima defesa.

A defesa da soldado foi procurada pela reportagem, mas ainda não havia respondido ao pedido de pronunciamento até a publicação desta matéria. O documento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar, e até o momento não houve pedido de prisão preventiva.

Em nota, a Justiça Militar do Estado de São Paulo informou que não recebeu o indiciamento. Segundo os advogados da família de Thawanna, a investigação foi contundente ao registrar que até o presente momento não foram encontrados elementos seguros capazes de demonstrar a existência de agressão com potencial letal ou de risco iminente que justificasse o emprego da força letal contra a vítima.

Além do inquérito policial, um inquérito civil está em andamento pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O caso segue sob apuração das autoridades competentes.

A abordagem teria começado após policiais baterem o retrovisor da viatura no braço de um homem. Durante a ocorrência, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu do veículo e participou da briga, segundo as informações disponíveis.

Registros do caso mostram que a policial apontou a arma para a vítima e, depois, perguntou a uma colega se ela havia atirado contra a mulher. Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida.

A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida. Em manifestação anterior, a defesa dela alegou que sofre ameaças e pediu que o processo corra em segredo de justiça.

O caso gerou repercussão na zona leste de São Paulo e segue em análise pelas esferas administrativa, militar e civil. Não há, até o momento, decisão judicial sobre o mérito da ocorrência.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/thawanna-pm-intencao-matar

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