A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na última terça-feira (15/9), no Itaim Paulista, zona leste da capital, um homem de 28 anos identificado como Nicolas Archanjo Silva. Ele é apontado como suspeito de violência sexual contra uma adolescente de 16 anos e de outros delitos praticados contra crianças e adolescentes.
Segundo a corporação, o suspeito teria atraído a vítima até a residência dele, oferecido bebida alcoólica e cometido o crime, que foi gravado e divulgado em redes sociais. Em mensagens, ele teria ameaçado a adolescente e a família dela caso a ocorrência fosse denunciada.
A prisão ocorreu após investigação sobre um caso registrado em 17 de agosto, no 67º Distrito Policial, no Jardim Robru, também na zona leste. O homem foi localizado no Itaim Paulista e permanece detido à disposição da Justiça.
De acordo com a delegada Lisandréa Salvariego Colabuono, coordenadora do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), órgão ligado à Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito era monitorado havia cerca de seis meses. Além da adolescente de 16 anos, a polícia identificou pelo menos outras duas vítimas fora do estado de São Paulo.
«Ele induzia adolescentes à lesões corporais, além de fazer com que eventuais irmãos mais novos dessas vítimas segurassem placas com o nome dele», afirmou a delegada ao Metrópoles. Segundo as investigações, o homem obrigava as vítimas a posar para fotos com placas contendo seu apelido virtual escrito com sangue, como forma de demonstrar domínio sobre elas.
A autoridade policial informou que o suspeito responde por diferentes crimes, todos tendo crianças e adolescentes como alvo. «Agressão sexual de vulnerável, inclusive por meio digital, zoosadismo, indução à lesões corporais de crianças e adolescentes», declarou Colabuono, que é uma das principais autoridades do estado no combate a crimes virtuais.
A delegada também afirmou que a prisão temporária deve ser convertida em preventiva e que celulares apreendidos estão sob análise. «São crimes graves. Foram apreendidos celulares que estão sob análise. Todos têm conteúdos extremistas», revelou.
As apurações indicam ainda que o suspeito atuava como líder de servidores no Discord, plataforma de comunicação por texto, voz e vídeo. Em agosto, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que a empresa suspendesse a função de transmissão de lives no Brasil, medida que segue em vigor.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil, que busca identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão das atividades do suspeito. As autoridades reforçam a importância de denúncias para interromper esse tipo de crime.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/monstro-da-zl-obrigava-vitimas-segurar-placa

