A privatização de estatais e serviços públicos ocupa posição central nos planos de governo dos candidatos ao governo de São Paulo. As propostas, protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam visões distintas sobre o papel do Estado na economia e na prestação de serviços.
De um lado, candidatos defendem a reestatização de empresas como a Sabesp e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). De outro, há quem proponha aprofundar a participação da iniciativa privada. O contraste transforma o tema em um dos principais eixos do debate eleitoral.
Carlos Machado (PCB) propõe a reestatização da Sabesp, com administração sob gestão dos trabalhadores. Também defende retomar integralmente a CPTM e o Metrô, além de reestatizar o sistema energético paulista e ativos digitais estratégicos. Na educação, pretende acabar com as escolas cívico-militares e cancelar concessões escolares.
Izadora Dias (PCO), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) também defendem a retomada do controle público de empresas e serviços. As candidatas alinham a reestatização à ampliação de direitos e à gestão estatal de setores considerados estratégicos.
Fernando Haddad (PT) concentra sua proposta em ampliar a fiscalização sobre empresas privadas. O plano prevê a possibilidade de multas e punições caso os serviços não sejam prestados com qualidade e dentro dos prazos estabelecidos. A abordagem prioriza a regulação, sem propor novas privatizações.
Já Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, aposta no fortalecimento da iniciativa privada. Seu plano defende a desestatização completa da Sabesp e a continuidade de concessões. Em declarações anteriores, o governador classificou a privatização da companhia de saneamento como o projeto de que mais se orgulha.
A candidata Policial Edjane (Agir) teve o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e não concorrerá. Os demais postulantes apresentaram suas propostas dentro do prazo legal.
O debate sobre privatizações extrapola a avaliação de gestões passadas e coloca em discussão o próprio modelo de Estado. A definição sobre o que deve ser gerido pelo poder público ou pela iniciativa privada impacta diretamente serviços como saneamento, transporte e energia.
Os planos de governo estão disponíveis para consulta pública no site do TSE. A análise das propostas permite ao eleitor comparar as diferentes abordagens antes de ir às urnas.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/propostas-governo-sp-privatizacoes

