As propostas para a mobilidade urbana apresentadas pelos candidatos ao governo de São Paulo incluem desde a reestatização da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô até a implantação da tarifa zero no transporte público coletivo. Os planos de governo foram enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e analisados pela reportagem.
Entre as principais ideias em discussão estão a reestatização de serviços, a ampliação da malha ferroviária e o uso de inteligência artificial para integrar dados de geolocalização. O tema das privatizações de serviços públicos estaduais também tem ganhado destaque na corrida eleitoral.
O candidato Carlos Machado (PCB) defende a reestatização integral da CPTM e do Metrô de São Paulo. Para viabilizar a medida, propõe a criação do Fundo Estadual de Mobilidade Pública, com recursos do orçamento estadual, receitas de políticas tributárias específicas e operações de crédito junto a bancos públicos de desenvolvimento.
Machado também fala na implantação gradual da tarifa zero no transporte coletivo urbano e promete integrar rodovias, ferrovias, aeroportos, centros logísticos e plataformas de distribuição em um sistema único de logística estadual.
O candidato Fernando Haddad (PT) não entra em detalhes sobre os projetos para mobilidade. Seu plano de governo menciona a expansão do transporte sobre trilhos, o avanço na integração entre sistemas e modais, a qualificação do transporte metropolitano e a melhoria das ligações que conectam o interior do estado.
A candidata Izadora Dias (PCO) também não detalha os projetos para mobilidade urbana. Ela promete apenas o passe livre, sem especificar como a medida seria implementada ou financiada.
Já o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem como uma de suas principais bandeiras a continuidade dos investimentos em transporte sobre trilhos, com destaque para a expansão da malha ferroviária e a concessão de serviços à iniciativa privada.
A candidata Vera Lúcia (PSTU) defende a estatização do transporte público e a tarifa zero, além de criticar o modelo de privatização adotado no estado. Vivian Mendes (UP) também propõe a reestatização e a ampliação do transporte coletivo, com foco na redução de tarifas.
A candidata Policial Edjane (Agir) teve o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em 18 de setembro e não poderá mais concorrer. A reportagem analisou as propostas de Carlos Machado, Fernando Haddad, Izadora Dias, Tarcísio de Freitas, Vera Lúcia e Vivian Mendes.
As promessas para a mobilidade fazem parte de um conjunto mais amplo de planos que abrangem também as áreas de saúde, educação, segurança pública e meio ambiente. O eleitor pode consultar os documentos completos no site do TSE.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/veja-as-propostas-dos-candidatos-ao-governo-de-sao-paulo-para-a-mobilidade

