UrgentePolícia Civil conclui que GCM de São José dos Campos não teve intenção de matar adolescente em perseguição
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São José dos Campos

Polícia Civil conclui que GCM de São José dos Campos não teve intenção de matar adolescente em perseguição

Investigação aponta que viatura não apresentou falhas mecânicas e que o condutor da moto desobedeceu ordem de parada antes da colisão que matou Brayan Willian, de 16 anos.

GCM não teve intenção de matar adolescente em perseguição à moto, diz PolíciaFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
28 de setembro de 202622:49
Atualizado agora há pouco às 01:49

A Polícia Civil de São Paulo concluiu que os agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de São José dos Campos, no interior paulista, não tiveram a intenção de matar o adolescente Brayan Willian dos Santos Ferreira da Silva, de 16 anos, durante uma perseguição a uma motocicleta roubada no início deste mês.

O caso ocorreu na Rua Francisco Teixeira Júnior, próximo ao cruzamento com a Rua Dionísio Alves da Silva, no Conjunto Residencial Dom Pedro I. Segundo a apuração, a viatura e a moto seguiam no mesmo sentido quando os guardas avistaram os dois adolescentes sem capacete em um veículo sem emplacamento.

De acordo com a Prefeitura de São José dos Campos, responsável pela GCM, os agentes faziam patrulhamento pela região e deram ordem de parada. O condutor da moto teria desobedecido ao comando e fugido, dando início à perseguição. Brayan estava na garupa.

Ainda conforme a versão oficial, já próximo ao cruzamento, a viatura colidiu com a motocicleta e, em seguida, com o muro de uma residência. Com o impacto, os dois adolescentes foram lançados da moto. A viatura, cuja frenagem não foi suficiente para interromper totalmente o deslocamento, acabou prensando os jovens e o veículo contra os escombros.

Brayan não resistiu e morreu no local. O condutor da motocicleta ficou ferido e foi socorrido ao hospital. Depois, foi apreendido por atos infracionais análogos aos crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, desobediência e direção sem habilitação.

O delegado Alexandre Bologna, responsável pelas investigações, afirmou que a perícia técnica descartou falhas no sistema de frenagem da viatura. O laudo pericial indicou que o automóvel estava a cerca de 67 km/h antes de acionar o freio e percorreu 27,4 metros até atingir o muro da residência.

Com base nesses dados, as investigações concluíram que o guarda que dirigia a viatura não teve responsabilidade sobre a colisão. A Polícia Civil reforçou que não houve intenção de matar por parte dos agentes da GCM.

O caso segue em apuração pelas autoridades competentes. A reportagem procurou os envolvidos e os órgãos citados para eventuais manifestações adicionais.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/gcm-adolescente-moto-policia

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