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São Paulo

Operação contra pirâmide financeira apreende helicóptero de R$ 10 milhões em SP

Ministério Público de São Paulo deflagra Operação Sanakay contra esquema de pirâmide que teria lesado cerca de 2 mil pessoas e movimentado R$ 500 milhões.

Operação mira esquema de pirâmide e apreende helicóptero de R$ 10 milhõesFoto: MPSP/Divulgação
Raphael Nogueira Felix
29 de setembro de 202609:59
Atualizado agora há pouco às 12:59

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta terça-feira (29/9), a Operação Sanakay para recuperar valores e bens obtidos por meio de crimes de estelionato atribuídos a uma quadrilha que teria aplicado golpes de pirâmide financeira contra integrantes da própria comunidade de origem.

Durante a ação, um helicóptero Robinson R66, avaliado em mais de R$ 10 milhões, foi apreendido. A Justiça expediu 13 mandados de busca e apreensão contra líderes do grupo na capital paulista, na região metropolitana, em São José dos Campos, no interior, e no Rio de Janeiro.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP), do MPSP, com apoio das polícias Civil e Militar, por meio do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

Segundo as investigações, os alvos teriam se reunido para simular investimentos em ouro, prometendo altos rendimentos com a compra do minério e sua revenda internacional. As vítimas e os investigados pertencem a uma mesma comunidade étnica, que o MPSP não especificou.

A quadrilha teria obtido permissão interna para anunciar e vender cotas do investimento aos próprios integrantes do grupo, que é relativamente fechado e numeroso no país. Estimativas apontam que pelo menos 2 mil pessoas foram lesadas ao longo dos últimos anos.

De acordo com o MPSP, muitas vítimas se desfizeram de bens pessoais, valores e outros investimentos para entrar no negócio, atraídas pela promessa de retorno potencial. Os investigadores apuraram que o dinheiro arrecadado não era aplicado na compra e venda de ouro, mas usado para adquirir bens de luxo e manter parte do capital aplicado para subsidiar o golpe e atrair mais vítimas.

As estimativas do Ministério Público indicam que o lucro dos investigados pode chegar a R$ 1 bilhão. Relatórios financeiros apontam que, no período de atuação do grupo, foram movimentados cerca de R$ 500 milhões.

Em abril deste ano, a Justiça determinou medidas contra 137 pessoas físicas e 32 jurídicas investigadas por ligação com o grupo. Na ocasião, 52 imóveis, além de veículos, saldos em contas bancárias e aplicações financeiras, foram alvo de sanções.

Já em agosto, os investigadores obtiveram nova decisão judicial, desta vez decretando o sequestro de mais de R$ 162 milhões em bens e valores. As apurações prosseguem para identificar outros envolvidos e recuperar o patrimônio das vítimas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/operacao-mira-esquema-de-piramide-e-apreende-helicoptero-de-r-10-milhoes

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