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Embu das Artes

Justiça de SP aceita denúncia e soldado da PM vira réu por morte da esposa em Embu das Artes

Tribunal de Justiça de São Paulo torna réu o soldado Vinicius Costa Silva, acusado pela morte de Larissa da Cruz Morata; prisão preventiva é mantida e processo corre em segredo de justiça.

Larissa da Cruz Morata, esposa do soldado da PM Vinicius Costa Silva encontrada morta com um tiro na cabeçaFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
30 de setembro de 202616:35
Atualizado agora há pouco às 19:35

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, pela morte da esposa Larissa da Cruz Morata, de 29. A decisão foi tomada no âmbito da 3ª Vara de Embu das Artes, na Grande São Paulo, e o processo segue sob segredo de justiça.

Preso desde 7 de setembro, um dia após a morte de Larissa, o policial militar teve a prisão temporária convertida em preventiva. A denúncia foi oferecida pelo MPSP no dia 28. Procurada, a defesa do soldado não se manifestou até a publicação desta reportagem; o espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

Larissa da Cruz Morata foi encontrada sem vida no dia 6 de setembro, na residência do casal em Embu das Artes, com um ferimento de arma de fogo na cabeça. O soldado alega que a técnica em radiologia teria cometido óbito. Ele foi detido no velório da esposa, após a Polícia Civil reunir elementos periciais que divergiam da versão inicialmente apresentada por ele.

A investigação ouviu cinco testemunhas, todas familiares da vítima, e cumpriu mandado de busca e apreensão contra Thamires Costa Mathias, irmã de Vinicius. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Thamires, de 19 anos, passou a ser investigada. Conforme o boletim de ocorrência, ela estava na casa do casal no momento do disparo e afirmou que cuidava do sobrinho de dois anos, filho de Larissa e Vinicius.

No mesmo dia, a investigação teve acesso ao laudo necroscópico produzido pelo Instituto Médico-Legal (IML). O exame identificou ao menos 17 lesões no corpo da vítima, incluindo hematomas nas mãos e nas pernas e escoriações na região cervical e no joelho esquerdo. O documento também apontou que o disparo foi efetuado de trás para frente e da esquerda para a direita, com entrada atrás e acima da orelha esquerda e saída na região da têmpora direita.

A legista responsável relatou ainda a presença de fios de cabelo soltos aderidos à calça de Larissa, sem manchas de sangue. O laudo necroscópico é considerado peça central para esclarecer se a morte decorreu de feminicídio ou de óbito, como sustenta a defesa do policial militar.

Em nota enviada anteriormente, a defesa de Vinicius Costa Silva classificou o ocorrido como «fatalidade» e afirmou que, «desde o primeiro momento, Vinicius relatou às autoridades que Larissa faleceu». No comunicado, os advogados dizem que se trata de «uma tragédia profundamente dolorosa, que atingiu de forma irreparável as famílias envolvidas e, sobretudo, o filho do casal».

Segundo a defesa, o casal teria terminado a relação no dia do ocorrido. O Metrópoles não localizou manifestação da defesa sobre a decisão que tornou o soldado réu. A reportagem segue aberta a atualizações caso haja resposta.

O caso tramita em segredo de justiça e as apurações prosseguem sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público. Não há prazo definido para conclusão da instrução processual.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/caso-larissa-soldado-pm-reu

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