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São Paulo

Prefeitura de SP veta caminhada de Lula e Haddad na Paulista e cita exigência do TRE

Gestão Nunes afirma que a Avenida Paulista deve ficar livre nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro; PT contesta e diz que subprefeitura havia autorizado o ato.

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MetrópoplesFoto: Fábio Vieira/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
30 de setembro de 202616:15
Atualizado agora há pouco às 19:15

A Prefeitura de São Paulo informou que a caminhada do PT marcada para o próximo sábado (3), a partir das 10h, na Avenida Paulista, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato Fernando Haddad, não está autorizada. O evento teria início na esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo e seguiria pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, onde estavam previstos palco e carro de som.

Segundo a gestão do prefeito Ricardo Nunes, a via deve permanecer desimpedida em tempo integral nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro. A justificativa oficial é uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para assegurar a circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas.

O requerimento do TRE-SP, porém, menciona apenas os domingos do primeiro e do segundo turno, quando a Avenida Paulista precisa ficar livre para o pleito. Um decreto publicado no Diário Oficial também abrange somente os domingos, o que, segundo o PT, torna a restrição de sábado indevida.

A administração municipal afirmou, em nota, que nenhum evento poderá ser realizado na Avenida Paulista nos quatro dias citados. O comunicado também veda a montagem de carreta de som e palco no endereço. A prefeitura sustenta que a medida atende à requisição do TRE-SP e tem como objetivo evitar obstruções à circulação nos dias de votação e em suas vésperas.

O PT contesta a versão da prefeitura. De acordo com o partido, houve uma reunião em que a subprefeitura assinou uma ata liberando o uso da Paulista para o sábado. A legenda diz que o ato está mantido e que busca garantir o direito de realizar a caminhada no local previsto.

A decisão da gestão Nunes ocorre em um cenário de disputa eleitoral acirrada. O prefeito é aliado do governador Tarcísio de Freitas e de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. A caminhada do PT faz parte da agenda de campanha de Haddad e contaria com a participação de Lula.

A restrição na Avenida Paulista reacende a discussão sobre o uso de espaços públicos durante o período eleitoral. Enquanto o TRE-SP pediu a liberação total da via apenas nos domingos de votação, a prefeitura ampliou a proibição para os sábados que antecedem os dois turnos.

Em nota, a Subprefeitura da Sé informou que nenhum evento poderá ocorrer na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro, assim como nos dias 24 e 25, quando está previsto o segundo turno. O texto reforça que a montagem de estruturas como palco e carro de som está impedida no endereço.

Procurado, o TRE-SP não se manifestou até a publicação desta reportagem sobre a interpretação dada pela prefeitura ao requerimento. O PT afirmou que vai manter a programação e que avalia medidas jurídicas para garantir a realização do ato no sábado.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nunes-tenta-barrar-lula-paulista

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