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Embu das Artes

MPSP denuncia PM por feminicídio da esposa em Embu das Artes; defesa nega crime

Ministério Público de São Paulo denunciou o soldado Vinicius Costa da Silva pelo feminicídio de Larissa da Cruz Morata, morta com tiro na cabeça. Defesa sustenta hipótese de óbito.

"Não se matou", diz avó de mulher achada morta com arma de marido PMFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
30 de setembro de 202611:40
Atualizado agora há pouco às 14:40

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o soldado da Polícia Militar Vinicius Costa da Silva, de 26 anos, pelo feminicídio da esposa, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos. A denúncia foi apresentada na segunda-feira (28/9).

Larissa foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do banheiro da residência do casal, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O óbito ocorreu no dia 6 de setembro, e o policial militar está detido desde a tarde do dia seguinte.

A defesa do soldado afirma que Larissa faleceu e classifica o caso como uma fatalidade. Em nota, os advogados declararam que «desde o primeiro momento, Vinicius relatou às autoridades que Larissa faleceu» e que «Vinicius jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa».

Segundo o comunicado da defesa, o casal havia terminado o relacionamento no dia do ocorrido, mas mantinha uma boa relação e compartilhava o cuidado com o filho de dois anos. A defesa também afirmou não haver histórico de violência anterior entre os dois.

A investigação conduzida pela Polícia Civil ouviu cinco testemunhas, familiares de Larissa, no dia 10 de setembro. No mesmo dia, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra Thamires Costa Mathias, irmã de Vinicius, que passou a ser investigada.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Thamires, de 19 anos, estava na residência do casal no momento do disparo. Ela alega que cuidava do sobrinho, filho de Larissa e Vinicius.

O laudo necroscópico do Instituto Médico-Legal (IML) identificou ao menos 17 lesões no corpo de Larissa, incluindo roxões nas mãos e pernas e escoriações na região cervical e no joelho esquerdo. O documento também apontou a trajetória do disparo: de trás para frente e da esquerda para a direita.

Conforme o exame, o projétil entrou na parte de trás e acima da orelha esquerda, saindo pela região da têmpora direita. A legista responsável observou ainda a presença de fios de cabelo soltos grudados na calça da vítima, sem manchas de sangue.

O laudo é considerado peça central para esclarecer se Larissa foi vítima de feminicídio ou se morreu (causas em apuração)io, como sustenta a defesa do policial militar. As investigações prosseguem sob sigilo.

O Metrópoles procurou a defesa de Vinicius Costa da Silva e não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/caso-larissa-mpsp-denuncia-soldado-pm

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