Uma mulher de 32 anos foi morta a tiros na manhã desta quarta-feira (30/9) no município de Jaú, no interior de São Paulo. O principal suspeito do crime é um policial militar, apontado como ex-companheiro da vítima. Ele foi preso após se apresentar às autoridades.
A vítima foi identificada como Gabriela Martins de Almeida. De acordo com as primeiras informações apuradas, ela estava dentro de um carro acompanhada de uma amiga quando foi surpreendida pelo homem, que se aproximou em outro veículo e efetuou os disparos.
O crime ocorreu na Avenida Lauro Fraschetti, e a mulher não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local. A amiga que estava no banco do passageiro também foi atingida pelos tiros e precisou ser encaminhada às pressas para a Santa Casa municipal, onde passava por procedimentos cirúrgicos.
Segundo relatos iniciais, o autor dos disparos teria efetuado pelo menos seis tiros contra o veículo em que Gabriela estava. Após a ação, ele deixou a área e posteriormente se entregou à polícia, sendo detido. A região do crime foi isolada para o trabalho da perícia.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) foi procurada pela reportagem, mas ainda não havia se manifestado sobre o caso até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.
A ocorrência segue sob investigação das autoridades competentes, que apuram as circunstâncias do homicídio e a participação do policial militar no crime. A identidade do suspeito não foi oficialmente confirmada pelos órgãos de segurança até o momento.
O caso reacende a discussão sobre a violência contra a mulher e o envolvimento de agentes de segurança em episódios dessa natureza. Dados de órgãos de direitos humanos apontam que o feminicídio continua sendo um problema grave no estado de São Paulo e no país.
Defesa se manifesta
A defesa do investigado, representada pela Dra. Joice Vanessa dos Santos, advogada e CEO da JV Advocacia Militar, informa que já está acompanhando o caso e prestando o devido auxílio perante as autoridades competentes.
Diante do estágio inicial das apurações, qualquer manifestação aprofundada sobre a dinâmica ou justificativas dos fatos é precoce. Os esclarecimentos necessários e a motivação do ocorrido serão formalmente apresentados no decorrer da investigação criminal, no fórum adequado e com o devido respeito ao contraditório.
A amiga ferida segue internada e seu estado de saúde não foi divulgado oficialmente. A Polícia Civil deve conduzir as investigações, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar também acompanha o caso, uma vez que o suspeito é integrante da corporação.
Moradores da região relataram susto com a movimentação policial na manhã desta quarta-feira. As autoridades pedem que informações que possam ajudar nas investigações sejam repassadas de forma anônima às forças de segurança.
Nova nota:
NOTA À IMPRENSA
A advogada Joice Vanessa dos Santos, CEO da JV Advocacia Militar, que representa o policial militar envolvido nos fatos ocorridos na manhã de ontem, quarta-feira (30), em Jaú (SP), vem a público esclarecer o que segue.
Logo após o ocorrido, o policial apresentou-se voluntariamente na 1.ª Companhia do 27.º BPM/I e foi conduzido à Delegacia de Investigação Geral de Jaú, onde permanece à disposição da Justiça, colaborando integralmente com as investigações. A defesa aguarda a decisão sobre a audiência de custódia.
A defesa lamenta profundamente o ocorrido, que resultou na morte de uma mulher e deixou outra pessoa hospitalizada, e se solidariza com os familiares e amigos das vítimas.
Diferentemente do que vem sendo divulgado, a mulher não era ex-namorada ou ex-companheira do policial. Ambos mantinham uma relação pessoal reservada e conturbada.
O policial é casado, pai de duas filhas e não corresponde à imagem que vem sendo construída nas redes e na imprensa. Sua esposa e suas filhas não têm qualquer envolvimento com os fatos, e pedimos que sua privacidade seja respeitada. Pedimos cautela para que não haja pré-julgamentos antes da conclusão da apuração, em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
Os fatos serão esclarecidos no momento e no foro adequados. A defesa permanece à disposição da Justiça e da imprensa.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pm-e-preso-apos-matar-ex-companheira-a-tiros-e-atingir-amiga-dela-em-jau

