Uma operação da Polícia Civil realizada em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, resultou na prisão de duas mulheres e um homem acusados de envolvimento com tráfico de drogas e comercialização clandestina de medicamentos. A ação, batizada de Operação Varanda, foi deflagrada após investigações identificarem um método incomum de distribuição dos produtos.
Segundo as autoridades, os suspeitos utilizavam cordas e um balde presos à varanda de um imóvel para entregar os itens aos compradores. O endereço, localizado no bairro Jardim Bela Daria, também servia como ponto de armazenamento dos produtos ilícitos.
Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, os agentes localizaram drogas sintéticas em forma de comprimidos e cigarros eletrônicos contendo THC, substância psicoativa presente na maconha. Os produtos eram divulgados e comercializados por meio de redes sociais.
A polícia também identificou a venda irregular de diversos medicamentos, entre eles pílulas abortivas, anabolizantes e remédios destinados ao emagrecimento. Todo o material foi apreendido e encaminhado às autoridades competentes.
A operação contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (GOE/Deic 8), da Receita Federal e do Canil do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) da Polícia Militar. Cães farejadores foram empregados nas buscas realizadas nos endereços investigados.
As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e desarticular completamente o esquema. Os presos permanecem à disposição da Justiça e responderão pelos crimes de tráfico de drogas e comercialização irregular de medicamentos.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio dos canais oficiais, contribuindo para o combate a atividades ilícitas na região.
O nome da operação, Varanda, faz referência direta ao método utilizado pelo grupo para distribuir os entorpecentes e os remédios sem levantar suspeitas. As imagens gravadas durante a ação mostram o momento em que o balde é descido até um comprador, que deixa o local em seguida.
As autoridades alertam que a venda de medicamentos sem prescrição e fora das normas sanitárias representa risco à saúde pública, além de configurar crime. A população deve adquirir remédios apenas em estabelecimentos autorizados e com orientação médica.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/teleferico-do-crime-droga-em-balde

