Manifestantes que participaram de um ato político na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, no domingo (11/10), depredaram entradas de estações da Linha 2-Verde do Metrô. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), um boletim de ocorrência sobre os danos estava sendo registrado pelo Metrô na segunda-feira (12/10).
Imagens compartilhadas em redes sociais mostram vidros da Estação Trianon-Masp pichados e pessoas sobre as estruturas das estações com cartazes. Bancas de jornal nas proximidades também foram alvo de vandalismo, de acordo com relatos que circulam online.
Durante a dispersão do ato, a Polícia Militar bloqueou as estações Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, e Paulista, da Linha 4-Amarela. Em comunicado, a PM afirmou que a medida foi tomada «em razão de ocorrências envolvendo depredação e tumulto».
O Metrô, por sua vez, apresentou versão diferente para o fechamento. Em nota, a empresa declarou que «a medida segue os protocolos de segurança operacionais adotados para situações de demanda excepcional». A divergência entre as justificativas da PM e do Metrô ainda não foi esclarecida publicamente.
Procurados pela reportagem na segunda-feira, a SSP e o Metrô de São Paulo não haviam se manifestado até a publicação do texto. O espaço permanece aberto para atualizações.
O ato na Paulista teve como mote a defesa da democracia e a mobilização de eleitores ausentes no primeiro turno. Em discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ouviu durante a campanha relatos de pessoas que não querem apenas comida, mas também cultura, emprego de qualidade, liberdade e democracia.
«Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja», declarou Lula, após críticas à família Bolsonaro. Ele também mencionou a responsabilidade de dialogar com os quase 30 milhões de eleitores que não compareceram às urnas. «Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais o direito de votar», completou.
O episódio ocorre em meio a um ambiente político acirrado na capital paulista, com eventos de diferentes campos políticos marcados para a Avenida Paulista. A depredação de equipamentos públicos e privados durante manifestações tem sido tema recorrente de debate sobre segurança e preservação do patrimônio urbano.
As autoridades não informaram até o momento se há identificação de responsáveis pelos danos ou se imagens de câmeras de segurança serão utilizadas na investigação. O caso segue em apuração pela corporação responsável.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/manifestantes-estacoes-metro-ato-lula

