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São Paulo

Suspeito de manter clínica de acolhimento inexistente para idosos é preso na zona sul de SP

Polícia Civil prendeu Mário de Oliveira Nunes, apontado como responsável por uma falsa clínica de acolhimento a idosos na capital paulista; um corpo foi localizado em Embu-Guaçu e passará por perícia.

Mário de Oliveira Nunes, suspeito de criar Clínica falsa de acolhimento para matar dois idososFoto: Reprodução/Polícia Civil de SP
Raphael Nogueira Felix
15 de outubro de 202621:20
Atualizado agora há pouco às 00:20

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quinta-feira (15/10), um homem identificado como Mário de Oliveira Nunes, suspeito de manter uma falsa clínica de acolhimento a idosos na região do Jardim Herculano, na zona sul da capital paulista. A prisão foi cumprida com base em ordem judicial expedida pela Justiça estadual.

De acordo com informações de fonte policial, um corpo foi localizado em Embu-Guaçu, no interior de São Paulo, e será submetido a exames periciais para confirmação da identidade e das circunstâncias da morte. O celular do suspeito foi apreendido pelas autoridades, que buscam reunir mais elementos sobre a atuação do estabelecimento.

O caso veio à tona a partir de um Boletim de Ocorrência registrado pela família de Francisco Rex Faustino. Segundo o relato, o idoso foi encaminhado a um suposto espaço de cuidados especiais após apresentar sinais de dependência de álcool e episódios de agressividade com parentes. A escolha do local foi feita pela internet, por meio de um genro da vítima, que encontrou o anúncio sob o nome fantasia Clínica de Idosas Viva Nova Vida.

Ainda conforme o registro policial, o CNPJ exibido no site para dar aparência de legalidade ao serviço pertencia a outra empresa. A verdadeira titular do cadastro afirmou que nunca teve Mário em seu quadro de funcionários e registrou um Boletim de Ocorrência por falsidade ideológica.

A família relatou que os primeiros seis meses de permanência transcorreram sem intercorrências aparentes. Mário enviava fotos e vídeos periodicamente aos parentes, e os pagamentos eram feitos de forma regular, com valores descontados da aposentadoria do idoso. Recentemente, porém, o suspeito passou a solicitar R$ 500 adicionais e interrompeu o envio das imagens de rotina.

Desconfiado, o genro decidiu visitar o endereço informado no momento da contratação sem avisar. Ao chegar ao local, constatou que a empresa não existia. Ao contatar Mário, recebeu um novo endereço, correspondente à residência do próprio suspeito. Nessa segunda visita, encontrou uma casa, mas foi informado de que tanto Mário quanto Francisco haviam se mudado, sem que a família fosse comunicada.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos. A defesa do suspeito também não foi localizada.

A investigação segue em andamento e deve apurar a existência de outras vítimas e a extensão do esquema. As autoridades não divulgaram o local exato onde o corpo foi encontrado, nem detalhes sobre a causa da morte, que dependem do laudo pericial.

O caso reforça a importância de verificar a regularidade de instituições de longa permanência antes da contratação, incluindo consulta ao CNPJ, visita presencial ao endereço e checagem de registros junto aos órgãos de fiscalização.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-prende-suspeito-de-criar-falsa-clinica-de-idosos-um-homem-morreu

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