No fim de semana que antecede o segundo turno das eleições presidenciais, as duas campanhas promoveram atividades distintas na capital paulista. Enquanto a direita organizou uma concentração na Avenida Paulista, os apoiadores do candidato do PT optaram por eventos dispersos, principalmente nas regiões periféricas.
O ato na Paulista, batizado de Bloco do 22, começou por volta das 11h, com concentração a partir das 9h nas proximidades do Masp. O evento contou com a presença do candidato Flávio Bolsonaro, além do governador reeleito Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes. Segundo ofício enviado à prefeitura, a expectativa era de 20 mil participantes.
A manifestação foi uma resposta ao ato pró-Lula realizado no domingo anterior, também na Paulista, que, de acordo com a campanha petista, reuniu 1 milhão de pessoas. A organização do evento desta semana estimou público menor, mas buscou mobilizar eleitores na reta final da campanha.
Do outro lado, a campanha de Lula não promoveu um ato unificado na região central. Inicialmente, havia a expectativa de um protesto no Largo da Batata, em Pinheiros, mas a atividade foi cancelada oficialmente. Sem uma concentração única, os apoiadores do petista foram orientados a se reunir em diferentes pontos das periferias e de cidades da Grande São Paulo.
Estavam previstas concentrações a partir das 15h no Grajaú, zona sul; no Centro Cultural Nova Cachoeirinha, zona norte; e na Praça Brasil, em Itaquera, zona leste. Às 17h, um grupo de corinthianos organizou uma concentração no Largo da Banana, na Barra Funda, zona oeste.
O presidente estadual do PT e deputado federal reeleito, Kiko Celeguim, explicou a estratégia. «A nossa orientação são eventos nas periferias e nas cidades da Grande São Paulo e do interior. Não estamos chamando nenhum ato político para a região mais central de São Paulo de forma concentrada», afirmou.
A ausência de Lula nos atos foi justificada pela agenda do candidato, que participaria do debate na Band às 20h. Ainda assim, a militância petista manteve atividades em bairros distantes do centro, buscando reforçar a presença nos territórios onde há maior base eleitoral.
A movimentação das duas campanhas ocorre em um contexto de acirramento político e de disputa por espaço na mídia e nas ruas. Enquanto a direita aposta em grandes concentrações como forma de demonstrar força, a esquerda prioriza a capilaridade e o contato direto com eleitores nas comunidades.
A escolha de locais descentralizados pelo PT pode ser interpretada como uma tentativa de evitar confrontos diretos e de ampliar o alcance da campanha em áreas tradicionalmente menos assistidas por eventos políticos de grande porte.
A reportagem procurou as campanhas para comentar a organização dos atos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O segundo turno está marcado para o próximo domingo.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/flavio-ocupa-paulista-neste-domingo-pt-aposta-em-atos-descentralizados

