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São Paulo

Greve na Transwolff afeta 267 mil passageiros e prefeitura aciona Paese para 34 linhas na zona sul

Paralisação de funcionários da Transwolff na manhã desta segunda-feira (19) levou a Prefeitura de São Paulo a acionar o sistema Paese para atender 34 linhas da zona sul. A SPTrans considera a greve ilegal e afirma que direitos trabalhistas estão em dia.

foto colorida de ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro; Justiça tornou dirigentes da empresa réusFoto: Jéssica Bernardo/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
19 de outubro de 202607:19
Atualizado agora há pouco às 10:19

A Prefeitura de São Paulo acionou o sistema Paese para atender passageiros afetados pela paralisação de funcionários da empresa de ônibus Transwolff na manhã desta segunda-feira (19). A greve atinge cerca de 267 mil usuários da zona sul da capital paulista, segundo a administração municipal.

De acordo com a prefeitura, o sistema Paese foi mobilizado para cobrir 34 linhas do lote D10, identificado pela cor azul claro. Os ônibus do lote D11, de cor vinho, seguem circulando normalmente, informou a gestão municipal.

Os trabalhadores da Transwolff reivindicam direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho. A SPTrans, que administra e opera as linhas desde a decretação da caducidade do contrato com a antiga empresa, afirma que está cumprindo com todos os direitos dos empregados e que os pagamentos de salários e benefícios estão em dia.

Segundo a empresa municipal, o plano de saúde dos funcionários está em processo licitatório para a contratação de um novo fornecedor. Enquanto a licitação não é concluída, os colaboradores recebem um valor de compensação previsto no acordo coletivo, acrescentou a SPTrans.

Sobre os depósitos de INSS e FGTS, a SPTrans declarou que os recolhimentos estão sendo feitos integralmente, aguardando deliberação do Judiciário. A empresa municipal classifica a greve como ilegal, alegando que a paralisação não cumpriu a exigência de aviso prévio de 72 horas ao público, prevista na legislação para serviços essenciais de transporte coletivo.

A Transwolff está sob intervenção da prefeitura desde abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fim da Linha. A investigação apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da cidade.

A paralisação desta segunda-feira afeta diretamente a rotina de milhares de passageiros que dependem das linhas da zona sul, região com grande demanda de transporte coletivo. A prefeitura orienta os usuários a buscarem alternativas e acompanharem as atualizações sobre a circulação dos ônibus.

Procurada, a Transwolff não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

A SPTrans informou ainda que mantém o atendimento à população por meio dos canais oficiais e que novas medidas podem ser adotadas caso a paralisação persista. A gestão municipal reforça que a prioridade é garantir a mobilidade dos passageiros da região.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/greve-onibus-prefeitura-aciona-paese

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