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São Paulo

Manifestantes protestam em SP contra suposta interferência da Meta nas eleições presidenciais

Entidades sociais se reuniram em frente à sede da Meta, em São Paulo, para criticar suposta atuação da empresa em favor de Flávio Bolsonaro e pedir regulamentação das plataformas digitais.

Ato em frente a sede da Meta em São PauloFoto: Gabriel Pirovani/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
19 de outubro de 202622:40
Atualizado agora há pouco às 01:40

Um grupo de entidades sociais realizou, nesta segunda-feira (19/10), um protesto em frente à sede da Meta, em São Paulo, contra o que classificam como interferência da empresa norte-americana nas eleições presidenciais brasileiras. Os manifestantes acusam a companhia de favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em detrimento do presidente Lula (PT).

Segundo os organizadores do ato, a Meta estaria boicotando conteúdos relacionados ao presidente Lula e beneficiando o adversário bolsonarista na campanha eleitoral. A empresa é controladora das plataformas Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads.

Durante o protesto, os participantes também direcionaram críticas a empresários como Elon Musk, dono da SpaceX, Jeff Bezos, da Amazon, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com os manifestantes, todos eles seriam beneficiados caso Flávio Bolsonaro fosse eleito presidente do Brasil.

Bonecos infláveis satirizando Trump, Bezos, Musk e Mark Zuckerberg, diretor e fundador da Meta, foram exibidos no local, ao lado de faixas que pediam a regulamentação das plataformas digitais no país. O objetivo, segundo os organizadores, é permitir que autoridades brasileiras possam controlar os algoritmos das redes sociais.

Os organizadores planejavam entregar uma carta assinada por movimentos sociais ao diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. No entanto, foram impedidos pelos seguranças do prédio, que autorizaram a entrada apenas até a garagem, onde conversariam com o assessor de Leister. A situação frustrou o grupo.

No documento, os manifestantes solicitam que a Meta, «imediatamente e em prazo compatível com o calendário eleitoral», proíba a veiculação de anúncios político-eleitorais do exterior, com bloqueio de pagamentos em moeda estrangeira, e restitua toda a receita obtida com anúncios eleitorais irregulares. Também pedem um painel público de transparência.

A decisão judicial do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Bellizze, estabeleceu prazo de 24 horas para que a Meta comprove isonomia no tratamento das campanhas dos candidatos. O Metrópoles entrou em contato com a empresa, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

O ato ocorre em meio à crescente pressão de autoridades brasileiras sobre as big techs, com discussões sobre regulamentação das redes sociais e transparência dos algoritmos. A Meta ainda não se pronunciou sobre as acusações feitas pelos organizadores do protesto.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ato-contra-a-meta-em-sp-e-marcado-por-criticas-a-flavio-trump-e-zuckerberg

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